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quinta-feira, 8 de julho de 2010

sobre machucar

Eu sei que eu tenho gente que vale muito mais pra me preocupar. Sei que tenho alguém, doc, que talvez é a pessoa mais "understandable" que eu conheci, e que ultimamente estou me sentindo mais confortável com o nosso relacionamento, apesar de ser meio improvável. Mas sabe quando alguém te machuca de um jeito, e que você não consegue esquecer? Não que você ainda se importe com essa pessoa, mas também não consegue esquecer. É, estou falando de pnp.

Temos uma infinidade de coisas boas durante nossos dias que podemos nos encantar, uma quantidade não tão grande de pessoas que realmente se importam como estamos. Mas vem aquele pensamento, de como pode alguém ser tão estúpido a ponto pisar em cima do que danado ele sentia naquele momento. E tudo não se resumiu a um único dia!

Admito que passei muito tempo decepcionado com as pessoas em geral, coincidiu num momento de problemas em casa, ainda somando com a minha dificuldade de interagir com quem quer que seja. Foi no mesmo momento que doc apareceu, e eu o evitei como pude, evitando outra decepção. Evitar alguém nunca foi problema pra mim; isso é triste, eu sei. Minha dificuldade é exatamente me aproximar de alguém. E assim foi com pnp, me fazendo pensar se isso não aconteceria de novo, por mais que as pessoas sejam diferentes.

Se eu lembro o que tivemos de bom? Claro que sim, e do que fui capaz de fazer naquela época também. Quer dizer, mentir em casa que tinha ido pra universidade, enquanto fui à capital e voltei no mesmo dia?! Se alguém me dissesse que eu faria isso há alguns meses, eu iria rir muito... "até parece". Frustração, é tudo que resta agora. Motivador? Acho que não.

Nesse meio tempo, algumas mensagens de texto depois, três amigos dele vieram me convencer que seria melhor conversarmos. Qual o sentido? (a frase mais mentalmente repetida nesses dias). Resolvi há algumas semanas aceitar essa sugestão, porque, apesar de tudo, eu sabia que ele estava mal, eu sei como ele se comporta pro mundo de fora quando está mal. E, frak, eu não sou de ferro.

Ele esteve aqui na cidade por um tempo, até passou na universidade, perto de onde eu trabalhava (e estava no momento). Não fui, estava cansado, não queria conversar, N motivos. Conversamos por messenger hoje, nenhuma batida acelerada, nenhuma antecipação, nada. Nenhum motivo pra não abusar do sarcasmo. Disse que não ia voltar, tampouco esquecer. Ilusão pensar que depois de tanta falta de consideração, há um jeito mágico de recomeçar de outra forma.

Afinal, tem coisa pior que uma pessoa ser lembrada pelo que ela foi de pior?! Essa lembrança nos deixa mais atentos para que não aconteça de novo, mas nem por isso ela machuca menos. Hard to explain.

x_x

sábado, 22 de maio de 2010

will i feel it? will it hurt? am i near it? i don't know

Ontem tive prova e terminei cedo, então estou aproveitando um tempinho pra escrever algo aleatório. É, eu tentei. As coisas lá em casa estão tranquilas, mas sempre esteve mesmo antes das turbulências; aquele clima pesado, mas que todo mundo está fazendo o que deve fazer, evitando qualquer pequena discussão. Ainda agradeço muito por minha mãe estar trabalhando, mesmo em meio período, porque ela (e minha avó) costumam se irritar -e preocupar- excessivamente com as coisas.

Sobre o gêniozão (também conhecido como pnp), eu estava bem mal no último final de semana, e um dos motivos foi tudo o que aconteceu. Tá, pode dizer que eu revivo muito as situações, vocês estarão certos, e é algo que não posso evitar. Eis que na segunda, quando estou disposto a melhorar, ele me manda um email dizendo que é um idiota, que tinha noção do quanto tinha me magoado e queria falar comigo. Fui olhar os tweets da noite anterior e, para minha não-surpresa, ele tinha bebido. Por favor, Señor, não permita que eu me rebaixe desse jeito, sob hipótese alguma. Obrigado.

Não lembro se foi semana passada, estava conversando com doc (from Mexico); nós sempre nos permitimos tirar algumas brincadeiras, como chamarmos um ao outro de Mr. , ou ele implicar porque eu não gosto (na verdade, não suporto) camarões. Em um dia específico ele deixa escapar um "my boyfriend" e, não sabendo se levava a sério ou não, fiquei 'pensativo'. Ele disse que não deveria ter dito aquilo e ficou um clima chato, além de ele ter dito antes que não estava num dia fácil.

Mas né gente, eu não posso dar esperanças, e não que eu me ache a pessoa mais imprescindível do mundo; mas da última vez, começou assim. Além do mais, eu não posso me apegar a alguém que está puta longe daqui. Logo eu que simplesmente não me dou bem com relacionamentos à distância, #coerência. Além de tudo, eu preciso (e ultimamente, muito! levem no bom sentido) de toque, nem eu sei explicar o que é isso, algo excessivamente carente e às vezes ridículo.

Bom, eis que um dia dessa semana, mais uma das nossas brincadeiras, ele ia viajar pros Eua (ele mora bem perto da fronteira) e eu disse que ia esperar ele em casa, e que me trouxesse um hamburger do Burger King de lá. No dia seguinte, recebo a mensagem mais fofa dos últimos anos. Vou tentar traduzir:

"Dear Buddy",

acabei de chegar em casa essa tarde como te disse. Fui a diferentes lugares procurando mini microfones pro meu mac. Na volta, parei na casa da minha irmã e trouxe minha mãe. No caminho de casa estava pensando em você e no seu hamburguer. Então eu parei no Burger King e comprei um double whooper com batatas e coca-cola. Em casa, ligo o computador, entro no Farmville e no seu perfil. Então, pode acreditar, em sua honra, estou comendo o hamburguer, como se você estivesse comigo. Estou feliz mas de alguma forma e ao mesmo tempo, sentimentos misturados. Eu tentei recriar a cena mas sinto sua falta. Bem, meu amigo, o hamburguer estava muito grande mas muito gostoso. Acho que vou dormir numa cadeira, tão cheio. Eu vou fechar a janela, você tem a sua foto com camisa vermelha e olhando cada mordida que eu faço LOL. Boa noite, "sweetie. Luv u"

Fiquei sem palavras por um bom tempo. Admito que tive decisões rápidas sobre muita coisa que já me aconteceu, mas está aí uma que eu não sei como lidar. É tão específico, receio de muita coisa. Arr, não sei, não sei. Me deixa!

>O

segunda-feira, 10 de maio de 2010

das coisas que não sou obrigado

Me sentiria muito bem pra reclamar hoje; aliás, desde o começo da tarde que desejei muito ter tempo pra xingar geral por aqui. Mas não, ninguém merece né? Então vou contar as novidades, e o que anda me incomodando.

em casa

Ultimamente eu e minha mãe estamos voltando a conversar, e hoje especialmente ela forçou a barra, como se nada tivesse acontecido há exata uma semana. Fingi estar cansado pra não ter que reclamar, porque se eu for dar moral, vai voltar tudo como era antes, até eu soltar uma brincadeira, ela se irritar e repetirmos a mesma cena, num ciclo vicioso e extremamente cansativo. Eu sei bem do que estou falando. Também não quero que volte ao que era antes, não depois de dizer tudo que disse (inclusive que nem tudo que rolava na cabeça dela era necessariamente verdade). Na minha concepção, se você discute com uma pessoa e faz uma crítica sequer, essa pessoa deveria absorver e tentar melhorar naquilo. Utopia.

Soube nesse último Dia das Mães que o clima entre ela e minha irmã está bem pior. Elas nunca se deram muito bem, ainda mais depois de ela ter engravidado aos 15, dentre outras coisas que não vale comentar. Minha mãe tinha ido ao mercado e minha avó disse a minha irmã que desse o parabéns, que "mãe é mãe" e tudo mais. E assim o fez, assim como todo mundo. "E eu sou lá mãe?!", disse a minha mãe. Adoro sarcasmo em más horas.

Hoje, estava no laboratório quando ela me chama no messenger, uma das poucas vezes que ela faz isso. Em geral, ela disse que ouviu a discussão da semana passada e que estava chocada com a forma com que minha mãe estava nos tratando, e que era pra nós nos unirmos, mas não contra ela , longe disso.

Um grande não, pois:
1) me "aliar" a ela significaria que eu concordaria com as coisas que ela fez, e desculpa se eu não fui claro quanto a isso, mas saibam que foram burrices extremas
2) eu não sou cego de não notar que elas não se dão bem, e se ela não foi capaz de se manifestar desde então, qual minha ajuda nisso tudo? Prefiro não saber.

Eu falei que estava fazendo minha parte que era de argumentar, por mais que ela (mom) interpretasse isso como desafio, ou desrespeito; e que ela podia fazer o mesmo. Ela desconversou e disse que a última discussão deixou implícito que era pra ela sair de casa. CLIMÃO. Eu fiquei só lendo. Aí depois ela diz que meu pai liga bastante pra ela, e perguntou se eu estava irritado com ele. (Assim, por que não ficar na sua?).

Falei que estava deixando ele no canto dele, como ele estava querendo ficar. Em seguida, falou algo sobre mom que me irritou profundamente, pelo teor da frase. Como se agora, depois de ter conseguido um trabalho, minha mãe estivesse "se achando". Porra, como é que uma pessoa pode dizer isso de uma pessoa que ficou 10 anos sem trabalhar, servindo a uma casa com 6 pessoas, inclusive ela (sister) e cuidando da filha dela enquanto estava estudando?! Consideração foi atropelada ainda agora.

no mundo de fora

Felizmente pnp me deixou quieto. Antes disso, tinha que ter um drama, porque senão não tinha graça. Tinha acabado de assistir um filme domingo passado, assim que termino e mando um tweet a respeito, alguém aleatório me adiciona no messenger. Pensei se aceitava ou não, e acabei aceitando pra ver quem era. Claro que era ele. Dei um suspiro de "wtf" e disse "eu sou mesmo muito idiota de ainda aceitar" e o bloqueei. Daí ele me manda 4 sms, falando que se era pra ele sair da minha vida, que eu falasse logo. #coerência. Não respondi nada, lógico.

Em seguida, um amigo dele me adiciona. Este amigo coincidentemente está fazendo o mesmo curso que Mariana, e eles são amigos também. Nunca nos falamos, apenas jogamos Banco Imobiliário uma vez. Mas enfim, eis que ele começa o papo da coincidência e tudo mais, mas claro que ele iria falar sobre o amigo, e assim foi.

Eu fiquei só imaginando a versão que pnp contou pra ele, porque totalmente não condizia com a situação. Oras, uma pessoa que demorou um mês de revolta pra perceber a merda que fez e EU que sou orgulhoso? É pedir demais que ele simplesmente não me encha mais depois de tudo que escutei? Sem contar que essa atitude do amigo dele (que, tudo bem, estava defendendo e querendo o melhor pro amigo, mas) foi muito infeliz, além de eu odiar a situação em que a pessoa vem lhe dar conselhos quando não tem a mínima idéia de quem você é, muito menos do que realmente aconteceu. O bom é que até agora nenhum dos dois veio me irritar novamente. O que agradeço muito, pois a presença dele no meu celular estava fazendo mal.

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Bem, é basicamente isso que me irrita, ou que vem me irritando. Além do fato das pessoas que gosto estarem meio que inacessíveis -fisicamente- no momento. A pessoa quer dar um abraço mas não sabe pra quem dar sem parecer ridículo.

pff

domingo, 2 de maio de 2010

what do people want from me?

Eu poderia ter paz no dia depois do meu aniversário, talvez se estender por uma semana, mas não. Terça-feira chego em casa, escuto as novidades do dia que minha mãe conta enquanto janto, ela praticamente em cima de mim, como sempre. Daí ela sai, eu já tinha terminado a janta e fui ligar o computador, só pra tirar os arquivos do pendrive; naquele dia não estava com ânimo para conversas. Quando volta, começa a reclamar pois já estou no computador, eu digo de brincadeira (como já fiz outras vezes) que não enchesse o saco e ela ficou totalmente irritada. Ficou andando pra lá e pra cá, batendo nas coisas como ela sempre faz. Bem, se eu já tava sem ânimo, imagine agora.

Disse que só tinha ligado pra copiar os arquivos e digitalizar as fotos pro convite da formatura. Desligo o computador e fico "vendo tv", mas não demora muito e vou dormir, detestando aquele clima desnecessário. Deito e ela vem querendo "dizer só uma coisa", mas já sabia que a DR ia rolar solta. Em resumo, ela ainda acha que passo tempo demais no computador me divertindo, que dou maior prioridade aos amigos (num tom de voz bem debochado) e não dou a mínima pra família. Além disso, o maior absurdo, é que eu nunca (adoro generalismos) queria andar com ela, "mas se qualquer fulaninho me chamasse pra sair, eu ia na hora". E o grande argumento que deu foi minha viagem pra São Paulo. Tenha dó.

A DR evoluiu até o momento que eu disse que ela precisava de terapia. Ela perguntou se eu não achava que precisava também, respondi que já tinha pensado nisso há muito tempo. Climão hein? No dia seguinte e até hoje não estamos nos falando direito. É tão difícil assim um pai descer do pedestal e admitir que errou? Como é que você pode exigir diálogo de alguém que você nunca teve o costume de conversar, e qualquer coisa era motivo pra uma discussão, e em que o argumento do outro é interpretado como desrespeito? Complicado.

Falando em pai, quarta-feira ele apareceu em casa só pra dizer que eu não atendia às ligações dele (no dia do meu aniversário). Ah, claro, como se o sumiço dele (não lembro de tê-lo visto depois da véspera de natal) fosse o menor dos problemas, não é mesmo?! Espero muito que alguém tenha me defendido. E, lógico, a última vez que conversamos eu nem tinha entrado na universidade, os últimos aniversários eu recebi telemensagens, e agora liga como se nada tivesse acontecido. Me poupe.

No mesmo dia à noite, recebo uma ligação com número desconhecido. Não se pra que fui atender, pois era pnp. Não gosto de desligar o telefone na cara, então tive de escutar o que ele tinha a dizer. Perguntou, com voz de quem não fez nada, se eu tava bem e que queria conversar comigo no dia seguinte. "Tá", não pude dar uma resposta à altura porque minha mãe estava por perto e desconfiaria na hora. Não o desbloqueei do messenger, e nem preciso mais dizer um motivo. Me deixa.

Pra completar a semana animadíssima, tivemos nossa sessão de fotos pro contive da formatura, e fomos eu, B e fantasma (o retorno) pra pegar nossas roupas, no dia seguinte tirar as fotos, e no próximo dia, devolver as roupas. Incrível como tudo com ele demora o triplo do normal, tinha esquecido desse dom-zão que ele tem. Sem contar que haja muita paciência pra aguentar o humor refinado que ele tem. Kill me with a pen.

E foi assim minha semana, desgastante. Decepcionado ainda com muitas coisas que passaram, e estou apagando cada referência pra fugir desse pensamento. Meus amigos não interpretem mal, mas ultimamente só meu amigo from Mexico (doc) que vêm dando um up nessa semana. Eu sei que posso me arrepender de algumas coisas que fiz, mas fiz no que acreditei ser certo, se entenderem ou não, aí não é comigo. Apenas aprendam a escutar, por favor.

x/

segunda-feira, 26 de abril de 2010

twenty-one


Eis que estou ficando mais velho hoje. Ae!! Bom, o dia foi bastante corrido e ultimamente não tenho muita vontade de ficar me definindo ou explicando. Acredito que vocês já saibam ou desconfiam. Desde o último post não foi fácil, mas melhorei do abuso, tirei o final de semana apenas pra mim, vi muitas séries, joguei, conversei bastante, relaxei.

O dia de hoje foi muito corrido com tarefas acumuladas da semana anterior, mas deu pra adiantar algumas delas. O dia também começou feliz, recebi os parabéns da minha mãe, meus avós não se lembraram como sempre, liguei o celular e recebi duas mensagens de Mariana, uma delas enviada por engano (hahahha). Adorei, amiga, mesmo, pra começar o dia bem!

Chego no laboratório e recebo uma mensagem de Tyz, lembrando que ano passado ela me deu 20 toques no celular pra comemorar meu aniversário, e que mandaria 21 mensagens hoje. Sério, uma mensagem só foi o bastante, sou muito feliz por ter te encontrado entre devaneios de LOST e livros.

Abro o messenger e vejo dezenas de mensagens offline de Mariana essa madrugada. Ri bastante, coisas que talvez só nós entendemos, a maioria sem o menor nexo; e é assim que a gente se entende, não é estranho?! Divertida como é, agradeço muito por nossa amizade e sua presença esse tempo todo.

Daí em diante recebi recados de todo mundo que me conhece, meu clone me deu parabéns pessoalmente no laboratório e tratou de espalhar pro restante da turma. E B. lembrou também, pasmo! hahaha. Enquanto isso, meu email estava bombando com discussões sobre a formatura, e eu querendo concentração pra programar. Meus dois novos amigos, um da capital (oi hailton o/) e outro from Mexico também lembraram, fiquei muito feliz!

No final da tarde, pnp manda mensagens offline, sms's e tweets públicos me parabenizando. Fiquei irritado na hora, mas depois relevei, ele está no direito dele. Não respondi pra não dar impressões erradas de que esqueci, porque não esqueci.

Passei a noite trabalhando no portal (projeto de disciplina), enquanto via um ou outro email que recebia, e conversando com o amigo from Mexico. Bom, é isso, parabéns pra mim, e que nesse ano eu tenha mais tranquilidade, sem cair na rotina. Será que há um meio termo? :/

Ah, e obrigado a todos meus grandes amigos, vocês são extremamente especiais pra mim!

*:

segunda-feira, 19 de abril de 2010

let's tear the fucking house apart

Tentando ensaiar um post pra tirar as teias de aranha daqui. O fato é que não ando tendo muita inspiração esses dias. Desanimado com as coisas que vêm acontecendo, sem achar que algo que vou falar vai servir de alguma coisa pra quem está lendo, apesar de saber pra quem estou escrevendo. Bom, vejamos o que aconteceu esses dias:

- Sim, eu vou terminar o post sobre a viagem. É muita coisa pra lembrar e escrever.

- Minha mãe começou a trabalhar, depois de 10 anos em casa. Vocês não tem idéia do quanto eu fiquei feliz por ela, porque só assim ela ia se estressar menos em casa e descontar nos outros. Além do mais, ela anda se socializando mais, saindo mais, o que deixa uma brecha pra eu fazer o mesmo quando (e poucas vezes) eu quiser.

- Os preparativos pra formatura estão acontecendo e semana que vem vamos fotografar para a placa e o poster do baile. Sinto que o tempo vai voar até lá, e se eu contar quem irei convidar, não dá dez pessoas. Por mim, uma festa numa casa aleatória com muita bebida e electro-rock seria o bastante pra mim. Só.

- Semana passada fiquei muito irritado com algumas pessoas. Resumindo, gente que ainda se incomoda com a vida dos outros. Irei detalhar depois, porque a história é longa, mas posso adiantar que ghost está no meio. "Ghost, o Retorno", eu aguento.

- Esse último sábado tive uma conversa bem civilizada com Teléfono. Depois do fim de relacionamento traumático que foi com pnp, tenho de dizer que admiro T por ter agido feito gente. Pela primeira vez eu falei dos problemas que a gente tinha, e o agradeci por ter sido paciente. Ele disse que sentia saudade mas concordou em guardar apenas a lembrança boa do que aconteceu ano passado.

- Depois de uma semana, eis que pnp inicia uma conversa comigo pelo messenger, perguntando como eu estava. Disse que depois de tudo que aconteceu, eu não precisava dar satisfações pra ele. De novo ele se faz de vítima, diz-se arrependido do que fez (mero detalhe: um mês depois) e queria que eu o perdoasse. Por favor, né Seu Juvenal? Ontem mesmo não estava com paciência e mandei ele viver a vida dele, e que convivesse com o fato de que não haveria mais volta. Simples assim.

Essa semana tem tudo pra ser uma semana típica de véspera de aniversário. Ou seja, muita reflexão e muito drama. Continuo não vendo razão pra me aventurar em outro relacionamento, continuo não vendo sentido pra um monte de coisas. Estou vivendo e superei as decepções que tive, mas ainda fica a descrença que existe alguém que goste de mim e não tenha problemas psicológicos sérios. I mean it. E é tudo por hoje.

:/

quarta-feira, 7 de abril de 2010

ridiculite aguda, crônica

Bem, pra quem não sabe ainda, eu terminei com Pnp. Na verdade, semana que vem vai fazer um mês que tivemos nossa última discussão; daí em diante recebi uma correnteza de decepções que me irritaram tanto que não tinha vontade de escrever aqui. Em resumo, não importava o que eu falasse pra ele no momento, tudo convergia em ele estar sozinho, coisa que pra ele era impossível, e chegou a um momento em que os absurdos começaram a ficar mais evidentes. Talvez eu explique melhor.

Um comentário dele que matou na hora foi que ele achava que eu só estava com ele porque era "cômodo" pra mim. Oras, vocês acham que eu, Gustavo, ia passar três horas de viagem pra encontrar uma pessoa, só porque aquilo era cômodo pra mim? Deixa só eu contar quantas vezes fiz isso por alguem... Nenhuma! Avisei que não ia mais discutir, já tinha argumentado o bastante, quer ele tenha lido/absorvido ou não, e o ignorei daí em diante. Pode parecer cruel, mas do ponto onde estava, ele queria apenas atenção.

Bom, a partir desse momento até hoje, a esta hora, ele vestiu a carapuça de vítima e fez as maiores afirmações a meu respeito (via twitter). Mentiroso, sem coração, foi só o começo. Pensei em responder algumas vezes, mas realmente não valia a pena; assim como ele se convenceu (e não por si só, garanto) de que fui o maior ator dos últimos tempos, também me convenci de que aquilo era para atrair atenção, de quem quer que fosse. Ah, e ele me deletou do orkut/facebook/afins; eu continuo o seguindo enquanto ele continuar a falar mal.

E a ridiculite não para por aí. Depois dos disparates, ele alternava mensagens de saudade, com outras de "estou muito bem", "tirei um peso das costas", "alma lavada". Alguém de fora diria que era bipolaridade, mas é pura imaturidade mesmo. O cúmulo foi ele dizer que as borboletas (do show do Coldplay que peguei) que dei a ele não foram "de coração". Como é que uma pessoa pode esquecer t-u-d-o e ver uma história totalmente deturpada? Decepção.

(Sério, pensem comigo, qual o objetivo de conhecer alguém e acabar desse jeito, num festival de ingratidão e afirmações imbecis?! Pointless, f**king pointless)

Essa semana um amigo dele (Henrique) veio falar comigo no messenger. Desde antes da viagem eles estão brigados e sem se falar (algo muito adulto, não é mesmo?) numa discussão similar a que tivemos. O que importa é que este amigo não sabia que tínhamos acabado, e fui explicar a situação. Ele acabou confirmando o que eu já sabia, que pnp reage assim com todo mundo; vira a vítima do mundo e dramatiza pra todos os que ainda se importam, como se a vida fosse apenas cruel com ele. Eu tenho juízo demais pra continuar com essa pessoa né?

Depois de um tempo, Henrique me pergunta se eu fui fiel a pnp. "Claro que fui" "ah, que pena, porque ele não foi". Pedi, lógico, pra ele explicar a situação. Tratou-se de um encontro que ele marcou com um cara de bate-papo quando nosso relacionamento ainda não era sério (isto é, quando a gente ainda não tinha se encontrado), e que nem evoluiu pra algo a mais, já que no encontro, pnp acabou não gostando ele. Bom, foi isso que ele disse.

Abre Parênteses. Coisa de gente que quer só botar lenha na fogueira. Fecha Parênteses.

Disse que aquilo não importava, apesar dele ter feito o drama de não conte a ninguém que ele disse isso, que estava fazendo aquilo porque sabia que eu era uma pessoa legal (tá, Cláudia, mal conversamos... senta lá).

Certas pessoas tem umas atitudes que... sei não, acabo me sentindo o mais normal do mundo.

segunda-feira, 8 de março de 2010

retomando

Nossa, que abandono foi esse, hein? Alguém explica?! Bem, fica difícil concentrar com escrita científica e a viagem dos sonhos pra ocupar a cabeça, não é? Resumindo as coisas, eu fui pra cidade de pnp, e apesar de chegar puto e cansado lá, em pleno carnaval, voltamos. Rendeu muito choro tambem (duas mulherzinhas, tsc tsc tsc), mas falei tudo que tinha pra falar, e de uma vez, porque ele não costuma absorver o que eu digo às vezes.

Cheguei segunda de manhã em casa com os olhos inchados, jogando a desculpa nas poucas horas de sono que tive. Logo à tarde, corri na escrita do relatório. Fiquei até a madrugada tentando terminar uma versão, até que, faltando apenas a conclusão e alguns parágrafos, decidi desligar o computador e dormir.

No dia seguinte, acordo no horário normal e ligo o computador. Cadê que o computador liga?!?! Desesperei, porque não me liguei de salvar uma cópia do relatório no pendrive, ou por email mesmo. Aliás, estava sem pendrive, pois tinha deixado na casa de Mariana quando viajei no final de semana. Engraçado que eu deixava uma cópia no pendrive e outra no computador por precaução. Engracado nada, fiquei puto logo.

Liguei pra B. pra saber se eu podia levar o HD e ver se ele estava inteiro. Enquanto aguardava resposta, fechei logo a cara, super acreditando que o trabalho da tarde e noite passada tinha sido em vão. Perto da hora do almoço, B. me avisa que eu podia ir pra lá e fui, sol castigando. Felizmente, estava tudo bem, salvei um backup no gmail e tava tudo certo. Fomos pra universidade e terminei a escrita lá, depois de procurar uma forma de instalar o Word pirata.

Quarta-feira meu chefe veio revisar, e estava melhor do que imaginei. Logo corrigi e deixei tudo pronto pro dia seguinte. Ae, tarefa cumprida. Nesse meio termo, pnp me liga chorando, dizendo que não ia mais viajar (#coldplay). Me pediu pra ir onde ele está, mas diante dos atrasos que fiz, não deu. Fiquei muito tempo escutando as lamentações dele, sem um argumento pra consolar; afinal de contas, eu estava indo e ele, não. Complicado.

Fui à casa de B. pra terminar os preparativos da viagem. Até o momento, o relatório estava me distraindo de todo o resto, mas a partir daquele momento, começou a cair a ficha. Depois de alguns poucos dias, estaria em São Paulo! Sexta de manhã, avisei a minha avó que ia; foi super tranquilo, mas sei que isso só ia durar até eu passar pela porta. Vocês vão ver... -.-'

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

the nightmare

Tive hoje o pesadelo mais estranho de todos os tempos. Se significava alguma coisa ou era só fruto da minha ansiedade, sinceramente não sei. Mas vou contar aqui, nem que seja só pra me lembrar dos absurdos.

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Começa comigo vendo, imagino que ao vivo, um roubo a um banco que estava fechado para expediente. o ladrão já estava dentro e estava tentando quebrar a divisória de vidro para onde estaria o dinheiro, ou seja lá o que ele queria pegar. A divisória era dividida em pequenos quadrados de vidro. O ladrão quebra uma delas, a mais próxima do trinco da porta.

[Salto Temporal]

Desta vez acontece o mesmo roubo, e eu estou participando. Quebro o vidro da entrada com um martelo pequeno, pontudo e preto. Percebo que o ladrão é pnp (oi?) e, enquanto ele mexe em alguns instrumentos, eu tento quebrar o vidro da divisória. Antes de fazê-lo, paro e desisto. "Isso tá errado", pnp fica furioso comigo, eu pego o martelo (pra evitar evidências) e fujo correndo.

Aparentemente eu não conhecia a cidade onde estava, e ficava correndo as ruas paralelas às principais para não me perder. Quando atravesso uma rua, um carro vem em minha direção em alta velocidade e para perto de mim. Tinha um casal no carro:

"Ei, você tá preso..."
o.O
"... por estar correndo com a perna fraturada, hahahaha"
o.O... ¬¬'

[Salto Temporal]

Continuo a correr, passo por uma praça estranha em zigue-zague (já era noite). Entro numa rua estreira e escura, onde vários carros e motos passavam. Pnp me encontra, e eu furioso com ele. Eu estava muito desconfortável com o lugar, olhando para qualquer um que passava.

pnp: "Agora todo carro que passa, eu acho que é a polícia"

Eu falava algo mostrando que aquilo não valia a pena. No final das contas, não sei se a tentativa de rouvo deu certo.

[Salto Temporal]

Agora estamos eu, pnp e uma fila de gente passando por um matagal, na altura dos joelhos. Pelo contexto, estávamos indo pra um terreiro, ubanda ou candomblé, não sei (pnp já foi algumas vezes ao terreiro, tem amigos que frequentam e tudo mais). Parecia ser um evento grande, tinha alto-falantes, eu estava vestido de branco e tinha muita gente. Um cara aparece do nada e fala alguma coisa que não entendi, e começou a tocar uma música africana, e o povo dançando em fila. Eu comecei a me mexer, pra não parecer estar deslocado.

Pelo pouco que ouvia dos alto-falantes, parecia uma missa, porém falada, inclusive pelos participantes em uma língua estranha, que assumi ser africana (dhâ). Tentava acompanhar o que o povo falava, pra não parecer estranho. Quando acaba, olho pro lado, pnp está olhando pra mim, olhos marejados.

pnp: "Me desculpa"
eu: ... (não lembro exatamente o que falei)
pnp: ...
eu: mas o que importa não é o depois não, pnp. entre os momentos que a gente tá brigando e os momentos que a gente tá bem há uma grande diferença (é, eu não era muito forte nos argumentos nesse sonho)

[Salto Espacial]

Estamos num ponto de ônibus e um chega, lotado de gente, e entrando mais. Lembro de ter visto B. de relance no meio de tanta gente. Entramos no ônibus, e eu fico praticamente na porta de entrada.

[Salto Espacial e Temporal]

Estou em casa, sozinho, e pnp liga pra mim. Eu aviso que estou em CG, e ele está chorando no telefone. Depois fica um silêncio, digo que tenho que desligar, ele não responde.

eu: "shit"

[Acordo]

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Fiquei sem entender o significado de tudo, e me mantive acordado pra lembrar de todos os detalhes do sonho/pesadelo, pra poder pensar com calma depois. Tive a impressão de ouvir minha mãe me chamando, me fazendo pensar se falei algo durante a loucura mental. Também não tive vontade de perguntar.

Eu hein o.O

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

like i wish i had fire

Dia 13 de fevereiro, 12h, rodoviária

Uma vez ameacei terminar com pnp. Acontece que desde que eu me lembro, nossas brigas se resumem a: ele tem alguma necessidade originada por estar com saudade de mim (ao menos esse é o motivo que ele afirma), daí eu não posso satisfazer essa vontade por algum motivo diverso (you know why). Ele naturalmente se decepciona, fica bravo, faz drama e vai embora, deixando o resto do dia para eu me sentir deslocado, pouco dedicado à nossa relação. No dia seguinte, perecendo arrependido, pede desculpas, eu entendo, e voltamos ao normal.

Desde o discurso que ele me fez, me mostrando meu lado mais vergonhoso, eu não me sinto mais confortável. Eu sei que sou descuidado, desastrado, esqueço datas, mas até então eu vinha tentando entender esse comportamento estranho. Eu me via sem paciência, não me importando mais se agradava ou não. O período entre o fim de uma discussão e as desculpas eram preenchidas com um grande vazio, em que eu pensava o quanto esperavam de mim (não só ele) e como eu os decepcionava, um a um.

Tive um bom tempo pra pensar nisso, e estava realmente decidido a terminar tudo. Tivemos uma longa conversa, e ele acabou me encorajando a enfrentar os problemas juntos; me recusava a acreditar que um dia ele mudaria, ou eu mesmo, e daí resolveríamos nossos problemas internos até a eternidade. Porém, resolvi dar uma chance, pois achei cruel e brusca a decisão.

Depois disso, houve a viagem surpresa pra capital, onde prometi voltar (dessa vez, pra cidade dele, onde estaria) próximo ao aniversário dele. Nessa semana, apareceu o relatório de iniciação científica que, além dos meus trabalhos, me consumiria durante esse mês inteiro (lembrando que até parei de postar aqui no blog várias vezes, por causa desse relatório). No começo da semana, o avisei que ia passar o fim de semana do carnaval, e voltaria segunda logo cedo, um dia antes de seu aniversário.

"Ah, obrigado, precisa vir mais não"

Perdi então a tarde inteira daquele dia tentando explicar o motivo pelo qual não poderia estar com ele na terça. Enfatizei que, assim como no fim do ano passado, eu estaria com ele durante três dias, mas tudo que importava era como eu não estaria em um dia específico. Tive mais uma vez muito tempo pra pensar se valia a pena discutir em vão, e passar a maior parte do tempo despreocupado e me sentindo insensível por causa disso. Nada mais fazia sentido.

No dia seguinte ele não apareceu, respirei fundo e deixei passar; ou seja, mais um dia pra pensar. No outro dia, logo cedo, envio uma mensagem dizendo que precisaria falar "algo sério". Mais tarde, o vejo escrever que estava com saudade de um certo alguém. Não tive como não pensar que ele só escreveu isso pois se sentiu ameaçado de alguma forma.

Foi aí que tivemos outra longa DR conversa. Pela primeira vez, ele disse que estava exigindo demais de mim, e que tomou essa decisão depois de conversar com uma amiga (ou seja, tudo que tentei mostrar até agora não valeu). Depois que insisti muito nos mesmos argumentos (de terminar), ele se irritou.

"quer dizer que vai ser sempre assim, você vai ameaçar acabar porque a gente brigou?"
"não, dessa vez eu decidi"
"acabar?"
"sim"

É, eu sei que fui mau. Depois disso, acabou a energia elétrica onde ele estava e passamos dez minutos no telefone, ele aos prantos e eu me segurando, pois estava na universidade. Ele implora pra que eu vá pra cidade dele no final de semana, mas andava tão desmotivado de tudo, que não poderia prometer mais nada.

Não pensem que eu não gosto dele, mas às vezes só amar não mantém duas pessoas juntas. Além disso, eu não posso gostar de alguém e fazer de tudo por essa pessoa, se no meio do caminho estou desviando de mim mesmo, e não gostar do que estou vendo. Pensei várias vezes que, se algo assim acontecesse com qualquer outra pessoa que gostei na minha vida, eu a teria chutado fora desde o começo. Desta vez eu me esforcei e tive paciência como não o fiz por nenhum outro, e olha só o resultado.

Agora estou aqui na rodoviária (pra constar, cheia de gente), ainda sem vontade, esperando o ônibus chegar daqui a quatro horas. Ainda bem que trouxe papel e lápis dessa vez.

:P

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

does you inspire you?

Desde o início do ano que estou passando os dias em casa. Desde então não havia saído pra casa de ninguém, o que é normal pra mim nesse período de férias. Na terceira semana de janeiro, voltei pra universidade pois, segundo o CNPq, eu não tenho férias (bleh). Nesse caso, meus dias se resumiam a ver seriados durante a manhã, eventualmente ajudar no almoço e ir pra universidade à tarde. Mó programão, mas era divertido.

Até que...

Estranho como me sinto sufocado em casa, não pelo ambiente, mas pelas pessoas. Minha mãe sempre fala que nunca teve carinho dos pais, e como tem gente que hoje é que nem ela anos atrás; isso tudo como justificativa (ou motivo) pra eu não reclamar dos excessos. Como se todas as pessoas do mundo realmente sentissem essa necessidade de apoio 24-7. E se eu quiser ficar sozinho, sem interferências. Oh well, esqueça, Gustavo, eles não entendem seu pensamento antisocial.

Passaram os dias e, num sábado, estava conversando com pnp. Já era quase noite quando ele me "pede" pra ir à capital naquela mesma hora. Nem se o mundo fosse igual às novelas de Gloria Perez, uma decisão dessas não é tomada do nada (ou é? o.O). De qualquer forma, falei que não podia, que tinha que avisar (o que não é o mesmo que pedir permissão, mas tem consequências iguais).

Por muito tempo argumentei que não era simples, e ele, mais uma vez, disse que se fosse com ele, ele largaria tudo para ir. Beleza filho, desculpe se sua família não quer nem saber onde você está; juro que isso ficou na ponta da língua. Eu já estava chateado por não poder ir, por me sentir sufocado, e também por pensar na minha situação aqui (em casa) várias vezes e todos os dias. No primeiro sinal de que ele ia fazer um discurso de como eu deveria me comportar, avisei logo: "não to afim de ler isso não".

Mas quem disse que ele parou? Linhas e linhas subiam e eu lendo uma palavra aqui ou ali, já adivinhando toda a história, a mesma história de sempre. Fiquei tão mal comigo mesmo que saí, desliguei o computador e fiquei preso na minha própria realidade mental, enquanto fingia ver televisão.

Mais tarde, usei a desculpa de lavar a louça pra poder ficar só (coisa difícil de se conseguir) e pensar sobre o quanto estou sendo idiota. Nenhuma mensagem iria me acalmar. Pelo contrário, cada vez que eu pensava em alguma senhora de meia-idade vindo aqui dizer como "ter um filho assim é uma bênção" #vsf, ou quando o próprio pnp dizia o quando eu era "especial" (como odiei e odeio esta palavra, Lord knows), aí é que me dava mais revolta.

Afinal, o que eu estava fazendo pra mim, no final das contas?! Não muito, e cada vez que me perguntava, menos parecia. Chorei de raiva, muito. Pnp a essa hora já tinha mandado mensagens de desculpas, e nenhuma ajudava, e eu também não podia culpá-lo por algo que desde o começo é minha culpa.

Passei sábado e domingo nessa situação, e no domingo à noite, momento mais depressivo da semana, tive a idéia de passar um dia na capital; não pra dizer que ele estava certo, ou pra provar que sou imprevisível (rindo litros), mas pra fazer um auto-agrado. Até o último momento não sabia se realmente ia; avisei em casa que ia pra universidade cedo. Antes de pegar ônibus pra rodoviária, liguei pra saber se ele ia sair, ou algo parecido. Ele quase teve um ataque quando avisei que iria pra lá.

Em resumo, a viagem foi muito boa, não deu pra aproveitar como a gente queria (afinal, ele está numa 'república'), mas deu pra conversar sério, conhecer os amigos dele, lesar um pouco, etc etc. Bom, o final da viagem vocês já sabem hahahah.

Nos dias seguintes, já estava bem melhor, mas inevitavelmente voltei à rotina (taurinos, pff). Eu queria *somente* ter coragem às vezes, sabe?!

the trip part 3

Parte 3 - Goodbye

Acordei cedo na segunda e fiquei na cama até as 9h. O ônibus ia partir às 10, então só deu tempo de nos arrumarmos, eu não quis comer mais nada, e fomos. Ao chegar na rodoviária, deparamos com uma fila relativamente grande (final de ano, né), e descobrimos que teríamos que pegar o próximo, mais de uma hora depois. Assim, fomos à praça (que era bem perto), e ficamos lá conversando.

Inevitavelmente, mas não pra mim, os assuntos convergiram para a viagem do show de Coldplay. Mais uma vez ele questionou o fato de eu ir domingo pra São Paulo e 'turistar' com B. Eu ainda estava frágil nesse dia e facilmente a raiva tomou conta de mim, no pior estilo Bella. Eu disse que não precisava voltar ao mesmo assunto. Ele disse que era a primeira vez que estava tocando no assunto 'ao vivo', mas depois de ver minha notável insatisfação e fúria, ele disse que não ia mais discutir sobre isso. Veremos.

Perto da hora da próxima viagem, com os ânimos acalmados, ficamos conversando com uma amiga dele. O tempo passou muito rápido e fomos correndo pra rodoviária. Não é que o ônibus estava saindo?! Corri e o rapaz, até simpático diante da situação, me deixou entrar. Foi tão apressado que nem o abracei, nem acenei. Nesse momento já tocava "Intervention", do Arcade Fire, enquanto eu começava a chorar a cada vez que pensava: "Eu merecia isso". Estava realmente me esforçando por alguém e aquilo parecia estar sendo satisfatório para os dois.

A maioria do tempo na viagem eu estava só, e depois um senhor daqueles que puxam conversa veio, mas logo foi embora. Duas horas e alguns minutos depois, assim que o ônibus chega na rodoviária, pnp liga para saber se eu tinha chegado bem. Depois disso, peguei um Fandangos (nutrição mandou lembrança) e fui pra casa de Mariana. Cheguei em casa um pouco anestesiado, dando a impressão que eu estava há muito mais tempo fora. À noite, a gente ainda se falou, mas foi bem rápido.

O dia inteiro e, quem sabe, a semana inteira com "Eu merecia isso" na cabeça.

:)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

walt?

Ontem aconteceu a coisa mais weird ever comigo. Depois pretendo explicar como fui parar na capital do nada. Essa foi a conversa com B que eu tive, contando o acontecido. Riem de mim depois :P

B: aheiuheaiu cade tu ontem preu comentar as coisa
G: eu fui de surpresa pra jp
bbbbbbbbbbbbbã
meu flihooo LOL vc n sabe o que me aconteceu na volta
B: conta
G: eu vou detalhar, mas agora n. em resumo, o cara que tava do meu lado no onibus tentou me a-li-ci-ar
LOL
e não foi impressão minha, certeza aPsoluta
B: :OOOOOOOOOOOOOOOOOOO
ba-fão
G: eu tremi litros de nervoso loool caba besta
cheguei em casa tarde e o celular tava descarregado, senão eu avisava logo
B: qual era a qualidade da pessoa?
lol
G: era feio viu?! uns 30 e poucos
B: pff

[...]

G: sim, agora eu posso contar do aliciador hauhauhau
na volta, quando eu entrei no onibus, eu fiquei na poltrona da janela, e fiquei dando xau pra pnp. daí o rapaz senta do meu lado, eu dou o ultimo xau pra pnp e eventualmente passo a mão no rosto pra enxugar uma lágrima (bã)
quando eu sento direito, ele "quer uma pastilha?", mostrando aquelas de hortelã da Garoto, eu "não obrigado", "eu sempre levo por causa da garganta", ":D"
beleza, coloco o fone de ouvido e continuo minha vida. aí eu comecei a lembrar de umas coisas que tinha que falar, tocando o instrumental de hate this & i'll love you (muse) e comecei a debulhar, silenciosamente
B: aBÃ
esse tchauzinho foi total seculo 18 ahuieha depesdida em trem
G: com o lencinho
mas bleh, ngm viu ¬¬
anyway
eu tenho certeza que ele olhou pra mim quando eu tava chorando, mesmo no escuro do onibus
B: ai que agonia
G: aí a bateria acaba, eu desligo o celular e enrolo o fone, e deixo na mão
beleza até agora
B: ai que merda
dps me conta como tu foi parar em jp lol
abduzido por um alien
G: lol
enfim
aí eu comecei a sentir o braço dele empurrando o meu... e eu pensando "esse homem deve estar dormindo e se mexendo, ou é o balanço do onibus"
sabe quando o braço tá suado e fica meio que pregando?! pronto, essa sensação
nisso passou muito tempo assim, e eu duvidando que aquilo era verdade
aí ficou mais forte, e quando percebi, ele tava fazendo movimentos circulares com o cotovelo dele no meu osso da cintura (esqueci o nome)
olha que negocio tosco
aí perto de cg já, eu ajeito meu braço, que tava todo torto no final das contas, achando que ele ia se tocar e ia parar
mas nãããão
começou a fazer mais forte.. e eu olhei pra janela "wtffff"
B: MEU DEUS
pausa pra respirar
G: não para por aí
B: /o\
G: ele empurra forte umas 3 vezes, aí ele senta direito e vem com a mão pra cima
B: O>O
G: nessa hora o coração disparou, eu comecei a tremer
travei o braço, sem deixar ele... avançar
B: tu n olhou pra cara dele ne?
tinha mandado parar
G: olhei uma vez, por canto de olho, foi quando me convenci que era de propósito
B: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
G: eu só n falei pq tava mto silencio. qualquer coisinha todo mundo escutava
B: assedio da porra
G: nisso que eu travei o braço, a gente tava na entrada de cg já, aí ele parou
e eu me tremendo ainda
B: jessus, qual o perfil dessa pessoa?
mto medo
G: terminar
B: "faz um BO mulher!" haeiuahe
G: aí quando a gente tá chegando, ligam as luzes, e eu fechado na minha
aí ele diz "essa luz, chega dói no olho da pessoa". e eu "é ¬¬"
B: KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
UM MURRO TB DÓI
G: ele desceu, na frente e depois que passou na catraca, foi pra esquerda. eu fui pela rampa e corri pro ponto de onibus, para nunca mais ser visto
B: eu morreria numa situacao dessas tb
bem, pelo menos ele n fez coisa pior, do tipo, te seguir dps
enfim
mo-les-ta-dor
G: pois é, eu tava com medo disso
B: descreve o perfil dessa pessoa, tinha jeito de atoron?
G: não, o pior que não tinha ¬¬
B: tava sujo, mal arrumado?
G: moreno, parecia ser gordo (não o olhei de frente)
tava com mochila, boné.. passava por um turista daqui mesmo