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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

everybody has its thorn

A chegada da minha prima maluquinha coincidiu com mais um problema de família. Meu tio-avô veio pra cidade muito mal de saúde, tinha sofrido um ataque de escorpião na perna e ainda assim passou quase uma semana trancado em casa. Não me peçam pra explicar como funciona esse pessoal do interior. Evidente que estava tarde demais pra tratar e tiveram que amputar a perna atingida, na altura da metade da coxa. Como ele morava sozinho, minha avó materna se comprometeu a cuidar dele enquanto os filhos (que moram fora) dele arrumavam uma condição melhor.

Ele poderia ter familiares na cidade onde morava, mas não tem. Segundo informações antigas, ele tinha se separado da mulher numa relação bastante conturbada, havia até facas envolvidas. Aliás, esse senhor ganhou uma fama de ser estupidamente ignorante e, realmente, ele é bem Seu Lunga, apesar de talvez eles não se conhecerem. Um dos filhos dele, Elion, chegou assim que pôde e se encarregou de arrumar os pertences dele. Elion e minha mãe foram grandes amigos de infância, o que rendeu ótimas histórias dos tempos da disco (eu já disse que gostaria de viver aquela época, né?).

Enfim, histórias não faltaram quando o primo de segundo grau voltou com o que podia trazer. Porque sabe-se que a casa estava podre, digna de alguém que não sabe se cuidar sozinho. Sabe-se também que todas as noites eram agitadas por lá, o resto eu só assumi, pois não queriam que minha avó soubesse dos detalhes. Fato foi que ninguém daquela cidade o visitou, "um milhão de amigos" como ele falou, e ironia tal que minha mãe fez questão de repetir várias vezes.

Minha avó então ficou na situação de hospedar duas pessoas (meu tio-avô e minha prima), o que pra alguém que está acostumada a viver sozinha numa casa pequena é bem difícil. Minha prima então passou a maior parte do tempo ajudando-a, aproveitando muito pouco das férias. E ainda aguentando (leia: se irritanto e revidando) os desaforos do Seu Lunguinha. "ô velho abusado". Deu até pena dela, acabou levando muita coisa a sério.

Aliás, outra história bem antiga sobre o "velho" foi que ele namorou por muito tempo uma moça da cidade e, eventualmente, perguntaram sobre esse namoro. "gosto de negro não". Pra quem veio de raízes indígenas, é até estranho; mas como ele lidaria comigo e minha prima? hmm. Na segunda vez que fui vê-lo, ele perguntou "tá tudo bem com meu filho?" duas vezes, e depois perguntou se eu tinha quinze anos (oi?), gargalhei por dentro. Essa semana, quando me viu, falou bem alto "meu filho chegou! [apertando a mão e dando beijo] quero tanto bem a meu filho...", olhei em choque pra minha mãe, eu não fiz nada pra isso ok gente?

O bom é que ele está se recuperando rápido, além de ter uma força de vontade grande, o que já o fez se virar na cadeira de rodas. Sempre tem discussão entre ele e minha avó, duas crianças teimosas que garantem os momentos de humor; e cenas wtf, como quando ele foi urinar no mictório, com a porta de casa aberta (pra rua) e virado pra fora (meu cérebro explodiu). Minha avó reclama do cansaço e de ter que lidar com as visitas da família e as necessidades dele. Quase todo dia minha mãe vai lá ajudar. Os filhos já estão procurando uma casa por perto pra ele morar.

Só pra não dizer que nada acontece na minha vida. E olhe que tem novidades ruins aqui em casa, tá fácil não.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

the prom

Há algumas semanas houve meu baile de formatura. Apesar de ser simbólico, pois só irei colar grau no final do ano, não deixou de manter seu papel marcante, como deve ser pra todo mundo. Mesmo assim, a semana do baile não começou muito animada, digamos assim.

scheduling

Já tinha chamado todos meus amigos mais próximos e candidatos a amigos também, porém convites ainda restavam. De início não queria chamar toda minha família, não somos tão unidos assim; além do mais, meu avô dirige muito mal e dorme bastante cedo, uma formatura fora da cidade não era uma boa ideia.

De qualquer forma, avisei quais seriam os problemas e sugeri que minha irmã fosse dirigindo, se ela estivesse de folga. Convites ainda faltavam, então doei alguns a B pra convidar quem estivesse faltando, apesar de termos muitos amigos em comum.

almost festivities

Como primeiro preparativo, tivemos a Aula da Saudade. Tinha uma nega-maluca fazendo hosting dos formandos e depois ela/ele fez um stand up bem vergonha alheia; a parte boa foi que eu não tive que ir lá participar dos joguinhos. Depois tivemos a aula em si: um dos professores que mais me estressaram (fios de cabelo branco pra provar) deu a primeira aula, com slides super nostálgicos, dando dicas de como enfrentar o mercado nos próximos anos. A segunda aula foi da professora mais queridinha da maioria, e no final uma lágrima quis escapar.

Depois tivemos algumas fotos e uma mesa de drinks nos esperando. Vodca com morango. Eram fotos por todos os lugares, já que a turma não era muito unida, e nem se ligaram que um dia como esse iria chegar. Eu mesmo não lembro de ter fotos com a turma durante esse tempo (anti-social? só um pouquinho). Daí ghost (sim, ele é formando também /sorte) se aproxima da gente e começa a se enturmar; como ele é especial, chegou atrasado e ainda trouxe o pai, que ficou o tempo todo parado e olhando, coitado. De repente, B e uma amiga se afastam e ficamos eu e ghost na frente da mesa. "bora pedir uma caipirinha?" "bora!! :D". Caipirinha.

O que vimos depois disso foi a cena mais improvável do ano. Passei mais de meia hora conversando com ghost, sobre cinema, Avatar, São Paulo, Harry Potter. Eu não sei de onde tirei tanto assunto, talvez ele tenha ficado feliz de se sentir mais querido e menos suportado (ok, sei que estou sendo cruel nos comentários, mas vocês não conhecem a figura). Chegou um momento que eu estava muito bêbado, chamei B pra ver se ele estava vivo. A maioria da turma foi a um bar depois, mas não quis ir. Voltei pra casa chocado comigo mesmo.

Depois tivemos o Culto Ecumênico. Para minha surpresa, duas primas minhas estavam lá (ao menos, leram o convite), como sempre fazendo comentários não apropriados ao momento. Um aspirante a pastor de 13 anos (que não parecia) interpretou um tanto exaltado (i.e. falando alto) seu trecho da Bíblia. Chorei muito quando o representante espírita usou o 1° Coríntios 13, mas muito mesmo; olhei pra trás e a caminhoneira estava debulhando também, e deixou escapar um "para de chorar, _orra" um pouco mais alto que o normal. No final, mais fotos. Ghost se envolveu pra tirar algumas com a gente: estragou todas. Não é nem porque ele é feio (ele é normal), mas o feeling de superficial é simplesmente insuportável.

father issues part 165358492

No dia do baile (sábado) durante a manhã estava fazendo faxina em casa como sempre, quando precisei descer do primeiro andar. Minha avó faz uma cara estranha e aponta pra parte de fora: meu pai estava lá, primeira aparição desde a mal-fadada carta. Eu poderia ter dado um ataque e atuar que nem o sonho que tive, mas estava tão extasiado com as músicas estava escutando, que dei um abraço sem graça. Ele pergunta se eu estava "trabalhando", mas respondi "já, faz tempo" como se fosse uma pergunta geral, e não especificamente naquela manhã.

"Mas ele não tá achando que vou chamar ele, né?", pensei. Não estava contando com a presença dele há muito tempo. Fiquei o resto do dia no computador, mas soube que ele esteve o dia todo em casa. Mas olheee, paciência viu!!

fails

- Dueldy me avisou que não pôde ir, pois confundiu as datas e não estaria na cidade a tempo. Merece um pedala, mas ok, eu sobrevivo;
- Jabuti me avisa que está doente e também não vai, mesmo eu tendo ligado durante a manhã atrás dele, sem respostas. Eu até ficaria com raiva, mas a amizade dele vale muito mais que meu capricho;
- Minha sobrinha vem dizendo que minha irmã não se arrumou, porque vai ficar "cuidando do carro" enquanto a gente está na festa. Ora, mas com um evento que me custou mais de mil reais no melhor lugar que tem aqui pra fazer um baile, deduz-se que ao menos eles tem seguranças pra isso, né ¬¬. Vou saindo e lá está ela com tamanco, calça legging, camiseta e casaco. Mas essa família viu?!
- Totalmente em cima da hora minha avó disse que não ia, não lembro o porquê. No dia seguinte, soube que ela discutiu feio com meu pai;
- Quando vejo o carro, meu avô está lá no banco de motorista, imóvel como se alguém quisesse tirá-lo dali (e queriam mesmo), mas ele não saiu (taurino também). Eu fui com B em outro carro e eles foram na frente. Minha mãe disse que viu o perigo muitas vezes e minha irmã teve de colocar a mão no volante algumas dessas vezes. MEDO.
- Chegando no local, todos já tinham chegado vivos. Minha irmã fala "ei, tem uma senha sobrando aí?!". Eu devia estar num estado de graça pra não ter revidado à altura, porque a @%#$%@ dessa senha estava a semana inteira separada. Um pouco de vergonha pela roupa dela, mas nem liguei, não vou me rebaixar ao senso pseudo-Londrino que o povo dessa "two star town" tem.
- Quem disse que minhas primas apareceram?! Minha mesa foi a mais vazia da festa inteira, só quatro pessoas. O restante do pouco pessoal se espalhou na multidão.

happiness hit her like a train on a track

A noite foi bem normal até a descida dos formandos. Tive que aguentar Parangolé e I Gotta Feeling, sem demais comentários. Estava com um óculos de Kanye West e pulei ao som de Dog Days Are Over (clap-clap, clap), quase caindo pois não via muita coisa, só escutando os gritos histéricos de Mariana. Depois da valsa, o pessoal de casa foi embora e a noite era só minha pra não me sentir envergonhado /win; dessa vez minha irmã foi dirigindo (ufa). Detalhe que quando chamei Mariana pra dançar a valsa comigo, o locutor falou "Agora a valsa dedicada ao amor da sua vida". Dissemos com sincronia "o amor da sua vida, woooo", rio até hoje com essa.

Uma banda ficou animando depois, com a mesma setlist da formatura que tinha ido há uma semana atrás, mas foi mais divertido. Não lembro o que tinha bebido até então, mas eu já estava outra pessoa hahaha. A mesma banda começou a tocar forró, e ainda dancei com não-sei-quem. Fiquei entediado e fui beber mais, até que encontrei dois amigos do ensino médio, muito surpreso; como não foi consumido quase nada da minha mesa, dei todas as senhas de comida e bebida pra eles.

Um DJ começou a tocar e daí fui dançando até acabar. Infelizmente, Mariana e cia. foram embora antese fiquei o restante da noite com a irmã de B, descendo até o chão incontáveis vezes. Lembro de tudo, que caí e não consegui mais levantar, que rebolei até o chão pro cara mais conservador da turma, dentre outras cenas vergonhosas. Uma formanda dançou pra mim, passou a mão no meu peito e disse "gatão" #FALECI. Aproveitei, me diverti ao máximo, e minhas pernas fizeram o favor de lembrar depois, além da ressaca-mor de todos os tempos.

Enquanto esperava pelo carro pra voltar pra casa extremamente tonto, ghost aparece, me dá um abraço e fala "Olha, apesar de tudo desejo tudo de bom pra você, sucesso onde você estiver bla bla", colocou as mãos no meu rosto (o-paaa) enquanto falava isso. INFELIZMENTE foi uma cena sem testemunhas. B me contou que ele costuma fingir que está bêbado, o que não me surpreende, mas que também não tira o mérito e weirdness do momento.

Depois da viagem pra Coldplay, foi o melhor dia do ano com certeza. Agradeço muito quem pode ir e quem avisou a tempo. Foi excepcional do jeito que foi, não há motivos pra pensar em "se"s. Agora começa a jornada à conclusão de curso e vida 'adulta'.

Run for your children, for your sisters and brothers

quinta-feira, 15 de julho de 2010

so if you ever feel neglected

Um dia, creio que há mais de um mês, eu tive um pesadelo. Eu estava na sala e lembro que havia bastante gente ao redor, como se fosse o pessoal que mora comigo em casa, mas eu não consegui ver. Foi muito rápido, e a única coisa que me lembro era eu gritando e esbravejando contra meu pai, que estava perto da porta, e eu sentia o clima pesado de discussão no ar. Quem me conhece, sabe que pra eu discutir sério com alguém é preciso um motivo muito grave. Na situação que estava, considerei o pesadelo irrelevante, apesar de sentir a raiva que estava durante o acontecimento imaginário.

Há algumas semanas, meu avô passou mal quando estava chegando em casa; teve uma crise de pressão alta e hiperglicemia. Minha mãe ligou pro meu pai, dizendo que se estivesse na cidade, fosse em casa pra ajudar (a empresa em que ele trabalha está a alguns poucos quarteirões de casa). Em menos de dez minutos, ele apareceu, talvez a primeira (no máximo, segunda) vez que o vi esse ano. Apesar da agonia que foi ver meu avô desacordado, não deixei de pensar nas várias vezes que meu vizinho dizia tê-lo visto perto de casa, mas ele não aparecia. Não digo nem por mim, mas pelo menos pra visitar a mãe, dizer se está bem. Enfim.

Já nessa semana, estava saindo pra ir à universidade e, quando abro a porta, vejo ele conversando com minha irmã no terraço. Me perguntou onde eu ia, respondi. No dia seguinte, quando vou à cozinha tomar café, ele está na sala. Sentei no outro sofá pra tomar o café, assistindo tv. Ele comentou uma ou duas frases curtas sobre o que estava passando na tv, como se o clima favorecesse. Depois, fui varrer a casa e ele saiu, dizendo que talvez voltasse pro almoço, e me deu um beijo inesperado no rosto.

Hoje estava vendo Six Feet Under quando minha avó me chamou; só estávamos eu, ela e minha sobrinha em casa. Estava procurando uma caixa que ele tinha deixado com minha irmã, pra ela entregar à minha avó. "Tô procurando a caixa aqui pra te mostrar, a covardia que teu pai fez". Era uma caixa de presente, com produtos de beleza e uma carta bem decorada, no nome de uma mulher.

Li a carta pra ela. Em resumo, desde que saiu de casa, ele está vivendo com essa mulher numa cidade do interior, ela tem duas filhas de outro casamento e elas o consideram um pai. Ela diz que eles já se conheciam há muito tempo e que chegaram a se separar, foi quando ela teve as filhas. Disse que o amava muito, e que não queria que considerassem ela a razão do fim do "casamento" deles. Enfim, várias outras coisas que doeu ler, e estou processando ainda.

Afinal, eu não culpo essa mulher de nada, sinceramente. Não culpo as filhas por quererem algum referencial, um apoio. Mas faz quase seis anos que houve a traição (no momento, era com outra mulher que morava perto de casa, que tinha filhos também), mais de quatro anos que ele sumiu e qualquer um de casa raramente o vê, depois de muitas discussões que tive de escutar e que ele não falava nada. Por muito tempo achei que tivesse alguma relação com o fato de eu ter me assumido pra ele, e que nunca se sabe se é verdade mesmo. Isso tudo, anos, pra deixar uma carta que nem ele escreveu, e ir embora novamente, como se não tivesse nada a explicar. Que tipo de pessoa é essa que não enfrenta os próprios problemas?!

Se eu for dar mais moral aos meus insanos pensamentos, que ultimamente não param, eu posso parar anos atrás, quando me comportava bem, tirava boas notas pra ter atenção, pra ele sempre dar atenção aos filhos dos outros (e garanto que não era impressão minha). O diálogo que nunca aconteceu, a atenção que pouco tive, pra depois tentar me 'comprar' com uma mensagem gravada nos dias do meu aniversário... Me sinto tão negligenciado (pra não dizer rejeitado), queria poder gritar. Agora toda a raiva que tive no pesadelo faz sentido. Parece a única coisa a fazer sentido agora. Se encontrar um sentido fosse fazer diferença... unf.

>/

segunda-feira, 10 de maio de 2010

das coisas que não sou obrigado

Me sentiria muito bem pra reclamar hoje; aliás, desde o começo da tarde que desejei muito ter tempo pra xingar geral por aqui. Mas não, ninguém merece né? Então vou contar as novidades, e o que anda me incomodando.

em casa

Ultimamente eu e minha mãe estamos voltando a conversar, e hoje especialmente ela forçou a barra, como se nada tivesse acontecido há exata uma semana. Fingi estar cansado pra não ter que reclamar, porque se eu for dar moral, vai voltar tudo como era antes, até eu soltar uma brincadeira, ela se irritar e repetirmos a mesma cena, num ciclo vicioso e extremamente cansativo. Eu sei bem do que estou falando. Também não quero que volte ao que era antes, não depois de dizer tudo que disse (inclusive que nem tudo que rolava na cabeça dela era necessariamente verdade). Na minha concepção, se você discute com uma pessoa e faz uma crítica sequer, essa pessoa deveria absorver e tentar melhorar naquilo. Utopia.

Soube nesse último Dia das Mães que o clima entre ela e minha irmã está bem pior. Elas nunca se deram muito bem, ainda mais depois de ela ter engravidado aos 15, dentre outras coisas que não vale comentar. Minha mãe tinha ido ao mercado e minha avó disse a minha irmã que desse o parabéns, que "mãe é mãe" e tudo mais. E assim o fez, assim como todo mundo. "E eu sou lá mãe?!", disse a minha mãe. Adoro sarcasmo em más horas.

Hoje, estava no laboratório quando ela me chama no messenger, uma das poucas vezes que ela faz isso. Em geral, ela disse que ouviu a discussão da semana passada e que estava chocada com a forma com que minha mãe estava nos tratando, e que era pra nós nos unirmos, mas não contra ela , longe disso.

Um grande não, pois:
1) me "aliar" a ela significaria que eu concordaria com as coisas que ela fez, e desculpa se eu não fui claro quanto a isso, mas saibam que foram burrices extremas
2) eu não sou cego de não notar que elas não se dão bem, e se ela não foi capaz de se manifestar desde então, qual minha ajuda nisso tudo? Prefiro não saber.

Eu falei que estava fazendo minha parte que era de argumentar, por mais que ela (mom) interpretasse isso como desafio, ou desrespeito; e que ela podia fazer o mesmo. Ela desconversou e disse que a última discussão deixou implícito que era pra ela sair de casa. CLIMÃO. Eu fiquei só lendo. Aí depois ela diz que meu pai liga bastante pra ela, e perguntou se eu estava irritado com ele. (Assim, por que não ficar na sua?).

Falei que estava deixando ele no canto dele, como ele estava querendo ficar. Em seguida, falou algo sobre mom que me irritou profundamente, pelo teor da frase. Como se agora, depois de ter conseguido um trabalho, minha mãe estivesse "se achando". Porra, como é que uma pessoa pode dizer isso de uma pessoa que ficou 10 anos sem trabalhar, servindo a uma casa com 6 pessoas, inclusive ela (sister) e cuidando da filha dela enquanto estava estudando?! Consideração foi atropelada ainda agora.

no mundo de fora

Felizmente pnp me deixou quieto. Antes disso, tinha que ter um drama, porque senão não tinha graça. Tinha acabado de assistir um filme domingo passado, assim que termino e mando um tweet a respeito, alguém aleatório me adiciona no messenger. Pensei se aceitava ou não, e acabei aceitando pra ver quem era. Claro que era ele. Dei um suspiro de "wtf" e disse "eu sou mesmo muito idiota de ainda aceitar" e o bloqueei. Daí ele me manda 4 sms, falando que se era pra ele sair da minha vida, que eu falasse logo. #coerência. Não respondi nada, lógico.

Em seguida, um amigo dele me adiciona. Este amigo coincidentemente está fazendo o mesmo curso que Mariana, e eles são amigos também. Nunca nos falamos, apenas jogamos Banco Imobiliário uma vez. Mas enfim, eis que ele começa o papo da coincidência e tudo mais, mas claro que ele iria falar sobre o amigo, e assim foi.

Eu fiquei só imaginando a versão que pnp contou pra ele, porque totalmente não condizia com a situação. Oras, uma pessoa que demorou um mês de revolta pra perceber a merda que fez e EU que sou orgulhoso? É pedir demais que ele simplesmente não me encha mais depois de tudo que escutei? Sem contar que essa atitude do amigo dele (que, tudo bem, estava defendendo e querendo o melhor pro amigo, mas) foi muito infeliz, além de eu odiar a situação em que a pessoa vem lhe dar conselhos quando não tem a mínima idéia de quem você é, muito menos do que realmente aconteceu. O bom é que até agora nenhum dos dois veio me irritar novamente. O que agradeço muito, pois a presença dele no meu celular estava fazendo mal.

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Bem, é basicamente isso que me irrita, ou que vem me irritando. Além do fato das pessoas que gosto estarem meio que inacessíveis -fisicamente- no momento. A pessoa quer dar um abraço mas não sabe pra quem dar sem parecer ridículo.

pff

terça-feira, 10 de novembro de 2009

mini flashback gigante

Confesso que abandonei um pouco o blog nesses dias. Acontece que tudo está convergindo nesse final de período, e eu tenho (por necessidade e por obrigação também) de trabalhar nos 5 projetos (um de pesquisa e quatro de disciplinas) e ainda dar andamento na vida emocional [/tvfama]. Acabei deixando pra contar sobre o show "da banda" depois, porque preciso (mesmo) relembrar de tudo que aconteceu naquela noite. Então vamos às atualizações:

Desde que Gnomo me deu um banho gelado com a historinha de amigos, passamos a nos falar por messenger mesmo, apesar d'ele morar em frente à universidade. Eu não estava gostando das conversas, curtas demais, e eu sentia que não iria sair nunca da "Friend Zone". Sem querer desdenhar das intenções dele, mas já tenho amigos o bastante. Eu quero outra coisa... espero que dê pra entender meu estado.

Nesse meio termo, continuei a entrar no chat de bitch que sou. Conheci um cara que não mora aqui (perigo!), mas que tinha uma conversa legal; acabei dando corda. Mas como tudo que acontece comigo tem que ter alguma bizarrice, na primeira conversa que tivemos (que durou duas horas), ele diz que queria muito morar comigo. Tipo, o quê?? Quem que faz uma coisa dessas?! Eu disse que tinha me surpreendido com a petulância coragem dele, mas disse que não poderia falar o mesmo sem o conhecer direito.

"garanto que irei fazer de tudo pra te ver feliz"
"apesar de que eu quero muito cuidar de vc"

Me senti estranhamente lisongeado com a atenção desesperada dele. Acabei gostando de conversarmos sobre o quanto já nos decepcionamos e como dessa vez *poderia* ser diferente. Ele diz que queria me ver até o final de semana, pois seria o presente de aniversário dele (opa, escorpiano. consultei o manual de Edu). Já notaram a pressa que esta pessoa tem? "Maníaco", como diria Mariana.

Marquei pra segunda (9), e desde então ele entrava todos os dias, de uma lan house (porque eu sei o ovo que aquela cidade é). E eu me sentindo todo importante, né? Eu não presto.

Enquanto isso, Teléfono me aparece com suas indiretas (outro "maníaco"), e eu dando cortadas, e ele não entendendo. Até que, depois de uma conversa estranha em que ele me pedia um favor que eu *claramente* não podia fazer, ele me diz que estava pensando em passar aqui no domingo. "O que você acha?" "Vou estar trabalhando". Ele reclama e eu pergunto o que ele ia querer comigo, uma vez que tinha dito que eu era muito ruim com ele ¬¬.

Ele me diz que eu sabia o que ele queria (paciêêêência). Cansado, com vontade de dar uns tapas, perguntei se ele se lembrava que eu tinha dito que minha decisão -de acabar- era definitiva. "Então ainda se mantém?". Não, estava drogado e me arrependi, ah por favor. Depois disso, nunca mais falou. Também não vou atrás, já tentei ser o ex-que-é-amigo e vejam só no que deu.

Talvez no mesmo dia (sem noção temporal), me convidei pra passar lá em Gnomo e levar umas músicas e jogos que havia prometido. "Pensei que tu não vinha mais", falou quando eu cheguei. Não perguntei o motivo, achei que seria mais uma situação sem graça. "Osh, que é isso... :P". Depois a gente pegou o mesmo ônibus (eu ia pra casa; ele, pro shopping), deu tempo pra ele me mostrar uma música da P!nk, que eu não entendi qual era. Daí desci do ônibus antes; eu poderia ter saído algumas paradas depois, mas sou estranho mesmo.

Depois de trabalhar durante a tarde e a noite no deserto na universidade, chegou a segunda. Nos encontramos eu e o cara-que-queria-morar-comigo numa praça bem conhecida daqui (por estar no centro do centro da cidade). Sério, que mega fail!! Juro que não reparo 100% na beleza, meus últimos 'crushes' explicam bem, mas tava difícil suportar. Com certeza algum senhor frequentador daquela praça notou alguma coisa, até porque ele tinha voz de atoron e gestos sugestivos. Notei algum idiota falando alguma coisa e enfatizando a palavra 'viado'. Eu tava tão Madonna "*oda-se mundo" que nem dei moral.

Mas não foi o bastante (nunca é); dentre as conversas, ele contou suas peripécias com o bff dele. Resumo? Ciumento, psicótico, maníaco (hohoho). Houve a situação em que ele (o amigo, claro) ameaçou um rapaz com uma faca, por ciúmes. Assim, eu vou sair de perto desse povo. Arrumei uma desculpa, disse que tinha compromisso e fui embora. Antes ele deu uma olhada bem profunda, como se estivesse prestes a... vocês sabem.

Depois nos falamos pelo messenger, quando disse que iria pensar sobre levarmos adiante o relacionamento, alegando que não estava preparado pra ficar com alguém que não morasse aqui. A gente ficou de se falar depois, pra eu dar minha posição (odeio dar foras, já perceberam?). O bom da história é que causei boa impressão, ponto pra mim...

cri cri cri cri...

Aí depois eu parei pra prestar atenção nas mercadorias que fiz: eu estava dando corda pra ele só porque me sentia bem com a atenção dele. Mas que droga de egocentrismo hein? Fato que não vou ter tempo nem paciência pra procurar alguém pelo menos nesse mês; 'melhor' assim. Já chega de preocupações! E que venham logo os esperados três meses de férias de verão.

woo \m/

sábado, 31 de outubro de 2009

i hide my pain like the rest of them...

Quinta feira aconteceram tantas coisas que parecia mais um seriado. Alguns podres da família revelados, discussão, lágrimas e álcool. Ah, e um show de rock pra acabar o episódio dia. Mas vamos por partes e tentar não ser confuso.

Parte 1: Family Issues

Uma coisa que adoro nas últimas conversas com minha avó é que ela anda soltando uns ‘segredinhos’ da família. Interessante, e compreensível, quando na infância os pais tentam passar a imagem incorruptível e inabalável, querendo os proteger de todo mal. Por isso que quando as crianças crescem e veem a verdadeira face, se revoltam e aí já viu.

Além de contar como meu pai nunca foi santo e como minha avó materna nunca foi com a cara dele, soube quinta feira que meus avôs nos seus early years costumavam beber juntos. Não é grandes coisas, pois essa cidade sempre foi um ovo; o problema é que minha mãe tem trauma de infância com o pai dela, históricos de agressão + alcoolismo. Irônico pensar que ele morre quando minha mãe era criança, em mais um dia em que estava trêbado, e anos depois os dois lados da história se juntarem por um laço, digamos, irreversível.

Ah, hoje mesmo minha avó tava falando do sogro. “ô homi chôco, Deus me livre!”, e como ela não aguentaria se ele batesse as botas depois da esposa (a santa). Eu preciso escrever isso em algum lugar, é como se fosse minha pré-história. Estou louco? Psicótico?

À noite, eu e B estávamos à procura de um cartão de crédito pra garantirmos nossos ingressos no show do Coldplay (tenham noção do que é isso na minha vida!). Depois de sair do computador, falei com minha mãe do tal plano do show, isso depois de ela saber (meio em cima da hora) que eu iria pro show “da banda” mais tarde. Daí foi só o drama, que eu não compartilhava as coisas com ela, que ela era um fiasco como mãe e tudo mais.

Até aí tudo bem, basicão. Daí ela fala que se não tivesse achado minha agenda, nunca saberia da minha orientação por mim. “É porque é super fácil falar uma coisa dessas né?”, falei na bucha. Não satisfeita com o drama instaurado, ela me fala que o sumiço do meu pai foi por causa disso. Toda a raiva acumulada sobre algo que não tinha certeza até o momento subiu, os piores palavrões estavam na ponta da língua, e estava prestes a dizer mesmo. Mas existe uma merda de coisa chamada respeito e, não aguentando, comecei a chorar descontroladamente de raiva.

Tudo bem que ele poderia nem olhar na minha cara, mas abandonar o resto da família, incluindo os pais (que moram com a gente), passar dias na cidade, passar até perto da rua e nem dar as caras é de uma covardia sem tamanho. E agora posso dizer sem o receio de estar pensando demais. Sem falar que numa família com 4 mulheres, sou o único homem da casa, porque meu avô faz questão de ficar no seu canto, isolado. Injusto, muito injusto.

Mas como sofrer não resolve muita coisa, e eu tinha de ir pro show “da banda” há muito tempo. Segurei minha raiva logo, pra não ter que aparecer no local de cara inchada e olhos vermelhos. Se bem que chegar assim num local daqueles queria dizer outra coisa, mas tudo bem.

Nesse CLIMÃO, fui pra casa de B pegar uns filmes e de lá fomos pro show. Tinha tudo pra dar errado: Toda a graduação sabia do evento e iria em peso, o que significaria que os mais transados e proporcionalmente insuportáveis. Outra que eu tinha compromissos da graduação no dia seguinte, porque afinal estávamos no meio da semana :T

Tudo pra dar errado, não é? Pois acabou sendo uma das (poucas) noites mais divertidas do ano!

Continua ;D

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

awoo

Há muito tempo, com exagero e tudo, queria postar alguma coisa. Não que tenha acontecido algo marcante, mas aconteceram várias coisas, quase que ao mesmo tempo. Passando por momentos bitch e momentos "o que eu faço agora", sabendo que isso é só uma pequena parte do que está pra acontecer #medo.

Sexta como usual fui mais cedo pra casa e fiquei no Messenger enquanto fazia minhas tarefas (também como usual). Daí aparece gnomo (o cara que tava em Minas e citei no último post) e me chama pra tomar cerveja. Eu tenho super cara de que vai pra barzinho tomar cerveja, né? Deixa isso pra caminhoneira. Disse que já estava em casa, e indiretamente que não sairia mais e tal. Bem, essa foi uma das várias vezes que ele me chamou. Apesar de parecer, acho que ele não é alcoólatra (haha que drama).

Sábado teve o show, que avisei de última hora a minha mãe e ela nem reclamou #weird. Antes de sair, fui assistir SuperNanny com minha avó, mas antes teria um especial na MTV sobre o Franz Ferdinand. Até que minha avó me pergunta se eu liguei pro meu pai no dia do aniversário dele. Eu poderia ter mentido e encerrado a conversa em algumas frases, mas tenho impulsos de sinceridade:

"Não"

Porque não basta ter ajudado ($) na educação, não ter deixado nada faltar em casa (grande parte pela responsabilidade da minha mãe). Do que vale ser pai se não tem um mísero diálogo franco? Sem contar que praticamente sair do radar pouco tempo depois dele saber da minha orientação é de se estranhar. Ok, eu n sou o centro do universo, mas é uma coincidência para se pensar. De qualquer forma, ele fez a opção de ficar longe, ótimo. Eu tenho a opção de deixá-lo quieto, e assim farei.

Claro que não disse isso pra minha avó, porque além de ela ser muito sensível à raiva do mundo, é do filho dela que estávamos falando, e nunca mexa com uma mãe! Em vez disso, tive de escutar meia hora de citações da bíblia de como não guardar mágoa das pessoas, passando a mensagem como eu não tivesse feito catecismo, e ainda ter lido o Antigo Testamento todo (na tentativa -quase sucesso- da minha irmã me converter).

"A-ham... A-ham... Sei..."

Mas não estou magoado, sinceramente. Sinto raiva quando penso (e penso pouco nisso) sobre o que perdemos, mas não me sinto o mais especial, muito menos o que mais sofreu; ele tem outras pessoas pra dar atenção.

Nesse cli-mão fui pro show, morrendo de medo dos mano da outra banda. Consegui me divertir, apesar de não ter ficado doidão (o whisky tá perdendo o efeito, ou tava ruim mesmo). Nem deu pra tocar todas as músicas, devido ao atraso de mais de duas horas. Teve gente chata como sempre, teve briga com os mano, teve beijo homossexual no meio do show (eu não vi), teve sexo homossexual no banheiro (também não vi huahuaua) e teve um [preconceito on] gordo-nojento-hétero-genérico pagando de machão, ganhando o prêmio ódio do dia.

Quarta-feira o gnomo me chamou pra tomar cerveja, dizendo que estava com vontade e não tinha alguém pra chamar. Como estava ocupado, assim como estou por toda essa semana, tive de recusar. Mas como não tenho vergonha na cara sou simpático, disse que estaria afim na sexta-feira. Não espero nada dessa história; mas, por hora, uma cerveja grátis não é nada mal. Isso vindo de alguém que odeia cerveja. Quem diria hein?!

Já o momento #random de hoje foi Teléfono aparecer. Ele já começa tentando fugir do fato que sumiu, dizendo que eu sempre estava ocupado porque eu era muito calado. Primeiro, o que isso tem a ver? Segundo, quem ficou ""calado"" sem dar notícias mesmo?! Ele disse que assim que pudesse passaria aqui pra a gente se ver, naquelas promessas que acontecem de mês em mês. Antes, o avisei que existe uma coisa chamada web torpedo, e que até com uma conexão discada dá pra mandar um ¬¬.

Aliás, porque que eu quis voltar com ele na história do Brasil?! Vou reler o que escrevi a respeito, acho que fui convincente demais na minha argumentação.

Aquela pessoa que auto-engana fácil

:x