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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

everybody has its thorn

A chegada da minha prima maluquinha coincidiu com mais um problema de família. Meu tio-avô veio pra cidade muito mal de saúde, tinha sofrido um ataque de escorpião na perna e ainda assim passou quase uma semana trancado em casa. Não me peçam pra explicar como funciona esse pessoal do interior. Evidente que estava tarde demais pra tratar e tiveram que amputar a perna atingida, na altura da metade da coxa. Como ele morava sozinho, minha avó materna se comprometeu a cuidar dele enquanto os filhos (que moram fora) dele arrumavam uma condição melhor.

Ele poderia ter familiares na cidade onde morava, mas não tem. Segundo informações antigas, ele tinha se separado da mulher numa relação bastante conturbada, havia até facas envolvidas. Aliás, esse senhor ganhou uma fama de ser estupidamente ignorante e, realmente, ele é bem Seu Lunga, apesar de talvez eles não se conhecerem. Um dos filhos dele, Elion, chegou assim que pôde e se encarregou de arrumar os pertences dele. Elion e minha mãe foram grandes amigos de infância, o que rendeu ótimas histórias dos tempos da disco (eu já disse que gostaria de viver aquela época, né?).

Enfim, histórias não faltaram quando o primo de segundo grau voltou com o que podia trazer. Porque sabe-se que a casa estava podre, digna de alguém que não sabe se cuidar sozinho. Sabe-se também que todas as noites eram agitadas por lá, o resto eu só assumi, pois não queriam que minha avó soubesse dos detalhes. Fato foi que ninguém daquela cidade o visitou, "um milhão de amigos" como ele falou, e ironia tal que minha mãe fez questão de repetir várias vezes.

Minha avó então ficou na situação de hospedar duas pessoas (meu tio-avô e minha prima), o que pra alguém que está acostumada a viver sozinha numa casa pequena é bem difícil. Minha prima então passou a maior parte do tempo ajudando-a, aproveitando muito pouco das férias. E ainda aguentando (leia: se irritanto e revidando) os desaforos do Seu Lunguinha. "ô velho abusado". Deu até pena dela, acabou levando muita coisa a sério.

Aliás, outra história bem antiga sobre o "velho" foi que ele namorou por muito tempo uma moça da cidade e, eventualmente, perguntaram sobre esse namoro. "gosto de negro não". Pra quem veio de raízes indígenas, é até estranho; mas como ele lidaria comigo e minha prima? hmm. Na segunda vez que fui vê-lo, ele perguntou "tá tudo bem com meu filho?" duas vezes, e depois perguntou se eu tinha quinze anos (oi?), gargalhei por dentro. Essa semana, quando me viu, falou bem alto "meu filho chegou! [apertando a mão e dando beijo] quero tanto bem a meu filho...", olhei em choque pra minha mãe, eu não fiz nada pra isso ok gente?

O bom é que ele está se recuperando rápido, além de ter uma força de vontade grande, o que já o fez se virar na cadeira de rodas. Sempre tem discussão entre ele e minha avó, duas crianças teimosas que garantem os momentos de humor; e cenas wtf, como quando ele foi urinar no mictório, com a porta de casa aberta (pra rua) e virado pra fora (meu cérebro explodiu). Minha avó reclama do cansaço e de ter que lidar com as visitas da família e as necessidades dele. Quase todo dia minha mãe vai lá ajudar. Os filhos já estão procurando uma casa por perto pra ele morar.

Só pra não dizer que nada acontece na minha vida. E olhe que tem novidades ruins aqui em casa, tá fácil não.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

if i had a penny everytime i...

Durante esses dias, e vários outros antes, meu nome é preguiça; impaciência também. Meu organismo está desregulado, me encontro agora com a barba por fazer há dias, extremamente cansado de tudo. Hoje mesmo, meu grande dilema do dia foi: ficar em casa à tarde e derreter meu cérebro no calor, OU ir pro laboratório aguentar o mesmo ambiente e as mesmas pessoas de novo. Escolhi ficar em casa, naturalmente e irremediavelmente improdutivo com o calor que anda fazendo.

Sexta passada fui ao laboratório apenas para comparecer a uma reunião informal. Confesso que estou evitando ir por causa do meu chefe. Além dele complicar tudo com seus formalismos teóricos de doutorando, ele tem uma mania de explicar umas cinco vezes, cheio de "me corrija se estiver errado". Pra completar, me manda fazer 6945 coisas em um e-mail só, e com erros graves de português. Ok, sou enjoado e agradeço por ninguém mais ter descoberto esse blog. Amen.

De volta à reunião, pra compensar o bloqueio que me deu na frente de todos, me fazendo trocar as palavras com minha agilidade mental, recebi uma tarefa ao menos mais divertida que a anterior. Assim que terminamos, fui pra integração, rumo ao lar, até que apareceu um ônibus que ia pra universidade e lembrei que tinha aula em 20 minutos. "eita ca...", corri e voltei pra universidade, mais suado ¬¬.

Tudo pra ver uma aula de uma hora de um professor que não aguento mais. Dessa vez ele soube aproveitar o tempo e deu poucos sermões, porque todas as vezes que ele o faz, meu cérebro automaticamente bloqueia o que vem em seguida. Além da turma, que me irrita; tudo me irrita, menos o conteúdo da disciplina. Cheguei em casa e passei o resto da tarde dormindo ao som de Sarah McLachlan e Scarlett Johansson; e num calor infinito.

Mais tarde teve show, e depois de duas semanas sem sair de casa, eu tinha que ir. Mas daquele jeito, acabei me sentindo deslocado a maior parte do tempo (e não porque a banda era ruim, muito pelo contrário), e ainda passou na minha cabeça em conversar com o fantasma (é, ele foi também) pra provar que não estava paralisado. É amigos, quem diria!! Afinal de contas, ele anda menos insuportável, apesar de forçar atenção quando ninguém está afim. Acabamos conversando do lado de fora, eventualmente falando sobre Harry Potter de novo (porque tudo converge a Harry Potter?! o.O). A noite acabou sendo mais agradável por causa disso, estava seriamente pensando em fugir, se não fosse tão (e mais) idiota do que já sou.

Já o sábado foi divertido, e por pouco não foi outro sábado no calor do quarto vendo filmes só. Acabou sendo um sábado de calor no quarto dos outros. Eu explico: fui à casa de Mariana e passamos a tarde e a noite vendo séries e filmes (Glee, Boardwalk Empire, Alice in the Cities e Where the Wild Things Are). Tão bom estar perto de pessoas que enfim se parecem conosco, sinto que podemos zoar das coisas mais triviais, nem que seja as matérias "interessantíssimas" do E!, ou dos clipes de pagode internacional hip-hop.

Aí foi quando eu li hoje esse post, justamente sobre se sentir deslocado no mundo. Tenho momentos, na maior parte do tempo, de que seria menos problemático se eu me divertisse como as pessoas normais; afinal, não é nada fácil entrar nesse padrão. Mas por hoje me sinto privilegiado de ser assim. Não sou o popular, o que me evita de ser assunto de comentários. A maioria das pessoas me divertem, eu tenho que confessar. Algumas são tão presas aos seus estereótipos que chega a ser engraçado.

Esse sábado mesmo quando estava voltando de ônibus pra casa, fiquei observando a galerinha dos fundos achando graça em zoar com aquele que estava os levando pra suas casas; ainda passamos por um acidente de carro e uns quatro "forrozeiros bombadinhos" olhando o estrago no carro, acabei deixando escapar um "pfft", tão genérico. Enfim, podemos usar nossa esquisitice pra deixar a ridiculite dos outros mais divertida, é assim como os normais fazem principalmente no high school com os esquisitinhos, com a diferença que ninguém precisa saber. ;)

[/evil]

segunda-feira, 26 de abril de 2010

twenty-one


Eis que estou ficando mais velho hoje. Ae!! Bom, o dia foi bastante corrido e ultimamente não tenho muita vontade de ficar me definindo ou explicando. Acredito que vocês já saibam ou desconfiam. Desde o último post não foi fácil, mas melhorei do abuso, tirei o final de semana apenas pra mim, vi muitas séries, joguei, conversei bastante, relaxei.

O dia de hoje foi muito corrido com tarefas acumuladas da semana anterior, mas deu pra adiantar algumas delas. O dia também começou feliz, recebi os parabéns da minha mãe, meus avós não se lembraram como sempre, liguei o celular e recebi duas mensagens de Mariana, uma delas enviada por engano (hahahha). Adorei, amiga, mesmo, pra começar o dia bem!

Chego no laboratório e recebo uma mensagem de Tyz, lembrando que ano passado ela me deu 20 toques no celular pra comemorar meu aniversário, e que mandaria 21 mensagens hoje. Sério, uma mensagem só foi o bastante, sou muito feliz por ter te encontrado entre devaneios de LOST e livros.

Abro o messenger e vejo dezenas de mensagens offline de Mariana essa madrugada. Ri bastante, coisas que talvez só nós entendemos, a maioria sem o menor nexo; e é assim que a gente se entende, não é estranho?! Divertida como é, agradeço muito por nossa amizade e sua presença esse tempo todo.

Daí em diante recebi recados de todo mundo que me conhece, meu clone me deu parabéns pessoalmente no laboratório e tratou de espalhar pro restante da turma. E B. lembrou também, pasmo! hahaha. Enquanto isso, meu email estava bombando com discussões sobre a formatura, e eu querendo concentração pra programar. Meus dois novos amigos, um da capital (oi hailton o/) e outro from Mexico também lembraram, fiquei muito feliz!

No final da tarde, pnp manda mensagens offline, sms's e tweets públicos me parabenizando. Fiquei irritado na hora, mas depois relevei, ele está no direito dele. Não respondi pra não dar impressões erradas de que esqueci, porque não esqueci.

Passei a noite trabalhando no portal (projeto de disciplina), enquanto via um ou outro email que recebia, e conversando com o amigo from Mexico. Bom, é isso, parabéns pra mim, e que nesse ano eu tenha mais tranquilidade, sem cair na rotina. Será que há um meio termo? :/

Ah, e obrigado a todos meus grandes amigos, vocês são extremamente especiais pra mim!

*:

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

does you inspire you?

Desde o início do ano que estou passando os dias em casa. Desde então não havia saído pra casa de ninguém, o que é normal pra mim nesse período de férias. Na terceira semana de janeiro, voltei pra universidade pois, segundo o CNPq, eu não tenho férias (bleh). Nesse caso, meus dias se resumiam a ver seriados durante a manhã, eventualmente ajudar no almoço e ir pra universidade à tarde. Mó programão, mas era divertido.

Até que...

Estranho como me sinto sufocado em casa, não pelo ambiente, mas pelas pessoas. Minha mãe sempre fala que nunca teve carinho dos pais, e como tem gente que hoje é que nem ela anos atrás; isso tudo como justificativa (ou motivo) pra eu não reclamar dos excessos. Como se todas as pessoas do mundo realmente sentissem essa necessidade de apoio 24-7. E se eu quiser ficar sozinho, sem interferências. Oh well, esqueça, Gustavo, eles não entendem seu pensamento antisocial.

Passaram os dias e, num sábado, estava conversando com pnp. Já era quase noite quando ele me "pede" pra ir à capital naquela mesma hora. Nem se o mundo fosse igual às novelas de Gloria Perez, uma decisão dessas não é tomada do nada (ou é? o.O). De qualquer forma, falei que não podia, que tinha que avisar (o que não é o mesmo que pedir permissão, mas tem consequências iguais).

Por muito tempo argumentei que não era simples, e ele, mais uma vez, disse que se fosse com ele, ele largaria tudo para ir. Beleza filho, desculpe se sua família não quer nem saber onde você está; juro que isso ficou na ponta da língua. Eu já estava chateado por não poder ir, por me sentir sufocado, e também por pensar na minha situação aqui (em casa) várias vezes e todos os dias. No primeiro sinal de que ele ia fazer um discurso de como eu deveria me comportar, avisei logo: "não to afim de ler isso não".

Mas quem disse que ele parou? Linhas e linhas subiam e eu lendo uma palavra aqui ou ali, já adivinhando toda a história, a mesma história de sempre. Fiquei tão mal comigo mesmo que saí, desliguei o computador e fiquei preso na minha própria realidade mental, enquanto fingia ver televisão.

Mais tarde, usei a desculpa de lavar a louça pra poder ficar só (coisa difícil de se conseguir) e pensar sobre o quanto estou sendo idiota. Nenhuma mensagem iria me acalmar. Pelo contrário, cada vez que eu pensava em alguma senhora de meia-idade vindo aqui dizer como "ter um filho assim é uma bênção" #vsf, ou quando o próprio pnp dizia o quando eu era "especial" (como odiei e odeio esta palavra, Lord knows), aí é que me dava mais revolta.

Afinal, o que eu estava fazendo pra mim, no final das contas?! Não muito, e cada vez que me perguntava, menos parecia. Chorei de raiva, muito. Pnp a essa hora já tinha mandado mensagens de desculpas, e nenhuma ajudava, e eu também não podia culpá-lo por algo que desde o começo é minha culpa.

Passei sábado e domingo nessa situação, e no domingo à noite, momento mais depressivo da semana, tive a idéia de passar um dia na capital; não pra dizer que ele estava certo, ou pra provar que sou imprevisível (rindo litros), mas pra fazer um auto-agrado. Até o último momento não sabia se realmente ia; avisei em casa que ia pra universidade cedo. Antes de pegar ônibus pra rodoviária, liguei pra saber se ele ia sair, ou algo parecido. Ele quase teve um ataque quando avisei que iria pra lá.

Em resumo, a viagem foi muito boa, não deu pra aproveitar como a gente queria (afinal, ele está numa 'república'), mas deu pra conversar sério, conhecer os amigos dele, lesar um pouco, etc etc. Bom, o final da viagem vocês já sabem hahahah.

Nos dias seguintes, já estava bem melhor, mas inevitavelmente voltei à rotina (taurinos, pff). Eu queria *somente* ter coragem às vezes, sabe?!

the trip part 3

Parte 3 - Goodbye

Acordei cedo na segunda e fiquei na cama até as 9h. O ônibus ia partir às 10, então só deu tempo de nos arrumarmos, eu não quis comer mais nada, e fomos. Ao chegar na rodoviária, deparamos com uma fila relativamente grande (final de ano, né), e descobrimos que teríamos que pegar o próximo, mais de uma hora depois. Assim, fomos à praça (que era bem perto), e ficamos lá conversando.

Inevitavelmente, mas não pra mim, os assuntos convergiram para a viagem do show de Coldplay. Mais uma vez ele questionou o fato de eu ir domingo pra São Paulo e 'turistar' com B. Eu ainda estava frágil nesse dia e facilmente a raiva tomou conta de mim, no pior estilo Bella. Eu disse que não precisava voltar ao mesmo assunto. Ele disse que era a primeira vez que estava tocando no assunto 'ao vivo', mas depois de ver minha notável insatisfação e fúria, ele disse que não ia mais discutir sobre isso. Veremos.

Perto da hora da próxima viagem, com os ânimos acalmados, ficamos conversando com uma amiga dele. O tempo passou muito rápido e fomos correndo pra rodoviária. Não é que o ônibus estava saindo?! Corri e o rapaz, até simpático diante da situação, me deixou entrar. Foi tão apressado que nem o abracei, nem acenei. Nesse momento já tocava "Intervention", do Arcade Fire, enquanto eu começava a chorar a cada vez que pensava: "Eu merecia isso". Estava realmente me esforçando por alguém e aquilo parecia estar sendo satisfatório para os dois.

A maioria do tempo na viagem eu estava só, e depois um senhor daqueles que puxam conversa veio, mas logo foi embora. Duas horas e alguns minutos depois, assim que o ônibus chega na rodoviária, pnp liga para saber se eu tinha chegado bem. Depois disso, peguei um Fandangos (nutrição mandou lembrança) e fui pra casa de Mariana. Cheguei em casa um pouco anestesiado, dando a impressão que eu estava há muito mais tempo fora. À noite, a gente ainda se falou, mas foi bem rápido.

O dia inteiro e, quem sabe, a semana inteira com "Eu merecia isso" na cabeça.

:)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

walt?

Ontem aconteceu a coisa mais weird ever comigo. Depois pretendo explicar como fui parar na capital do nada. Essa foi a conversa com B que eu tive, contando o acontecido. Riem de mim depois :P

B: aheiuheaiu cade tu ontem preu comentar as coisa
G: eu fui de surpresa pra jp
bbbbbbbbbbbbbã
meu flihooo LOL vc n sabe o que me aconteceu na volta
B: conta
G: eu vou detalhar, mas agora n. em resumo, o cara que tava do meu lado no onibus tentou me a-li-ci-ar
LOL
e não foi impressão minha, certeza aPsoluta
B: :OOOOOOOOOOOOOOOOOOO
ba-fão
G: eu tremi litros de nervoso loool caba besta
cheguei em casa tarde e o celular tava descarregado, senão eu avisava logo
B: qual era a qualidade da pessoa?
lol
G: era feio viu?! uns 30 e poucos
B: pff

[...]

G: sim, agora eu posso contar do aliciador hauhauhau
na volta, quando eu entrei no onibus, eu fiquei na poltrona da janela, e fiquei dando xau pra pnp. daí o rapaz senta do meu lado, eu dou o ultimo xau pra pnp e eventualmente passo a mão no rosto pra enxugar uma lágrima (bã)
quando eu sento direito, ele "quer uma pastilha?", mostrando aquelas de hortelã da Garoto, eu "não obrigado", "eu sempre levo por causa da garganta", ":D"
beleza, coloco o fone de ouvido e continuo minha vida. aí eu comecei a lembrar de umas coisas que tinha que falar, tocando o instrumental de hate this & i'll love you (muse) e comecei a debulhar, silenciosamente
B: aBÃ
esse tchauzinho foi total seculo 18 ahuieha depesdida em trem
G: com o lencinho
mas bleh, ngm viu ¬¬
anyway
eu tenho certeza que ele olhou pra mim quando eu tava chorando, mesmo no escuro do onibus
B: ai que agonia
G: aí a bateria acaba, eu desligo o celular e enrolo o fone, e deixo na mão
beleza até agora
B: ai que merda
dps me conta como tu foi parar em jp lol
abduzido por um alien
G: lol
enfim
aí eu comecei a sentir o braço dele empurrando o meu... e eu pensando "esse homem deve estar dormindo e se mexendo, ou é o balanço do onibus"
sabe quando o braço tá suado e fica meio que pregando?! pronto, essa sensação
nisso passou muito tempo assim, e eu duvidando que aquilo era verdade
aí ficou mais forte, e quando percebi, ele tava fazendo movimentos circulares com o cotovelo dele no meu osso da cintura (esqueci o nome)
olha que negocio tosco
aí perto de cg já, eu ajeito meu braço, que tava todo torto no final das contas, achando que ele ia se tocar e ia parar
mas nãããão
começou a fazer mais forte.. e eu olhei pra janela "wtffff"
B: MEU DEUS
pausa pra respirar
G: não para por aí
B: /o\
G: ele empurra forte umas 3 vezes, aí ele senta direito e vem com a mão pra cima
B: O>O
G: nessa hora o coração disparou, eu comecei a tremer
travei o braço, sem deixar ele... avançar
B: tu n olhou pra cara dele ne?
tinha mandado parar
G: olhei uma vez, por canto de olho, foi quando me convenci que era de propósito
B: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
G: eu só n falei pq tava mto silencio. qualquer coisinha todo mundo escutava
B: assedio da porra
G: nisso que eu travei o braço, a gente tava na entrada de cg já, aí ele parou
e eu me tremendo ainda
B: jessus, qual o perfil dessa pessoa?
mto medo
G: terminar
B: "faz um BO mulher!" haeiuahe
G: aí quando a gente tá chegando, ligam as luzes, e eu fechado na minha
aí ele diz "essa luz, chega dói no olho da pessoa". e eu "é ¬¬"
B: KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
UM MURRO TB DÓI
G: ele desceu, na frente e depois que passou na catraca, foi pra esquerda. eu fui pela rampa e corri pro ponto de onibus, para nunca mais ser visto
B: eu morreria numa situacao dessas tb
bem, pelo menos ele n fez coisa pior, do tipo, te seguir dps
enfim
mo-les-ta-dor
G: pois é, eu tava com medo disso
B: descreve o perfil dessa pessoa, tinha jeito de atoron?
G: não, o pior que não tinha ¬¬
B: tava sujo, mal arrumado?
G: moreno, parecia ser gordo (não o olhei de frente)
tava com mochila, boné.. passava por um turista daqui mesmo

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

the trip part 2

Parte 2 - anxiety

O ônibus estava praticamente cheio, como era de se esperar. Sentei ao lado de uma senhora com uma filha pequena no colo, que não parava quieta e toda vez que ela tocava em mim, as duas olhavam pra mim esperando uma bronca, ou sei lá o que. Fingi que não senti. Cerca de meia hora depois, fizemos a primeira parada, mãe e filha foram embora e tive a poltrona só pra mim; vinte minutos de pausa para alimentação, pois o ônibus vinha da capital, não estava com fome.

Quando as pessoas voltaram, coloquei minha mochila no colo, caso algum novo passageiro chegasse, mas não. Fechei os olhos pra não olhar para as pessoas entrando, com o fone no ouvido, quando de repente: "Uô-ô-ô-ô-ô ô-ô-ô-ô ô-ô-ô... caught in bad romance", juro que comecei a rir, e o barulho era perto, na poltrona atrás de mim. O ônibus começou a andar e eu estava cantando baixinho a música; quando ela acaba, percebo que seja lá quem estava tocando, estava executando o 'Fame Monster' inteiro. Eu, claro, cantando cada música e eventualmente ouvindo os dois (sim, era uma dupla, ou casal de atórons) comentando e cantando também.

A viagem acabou demorando mais que eu esperava, tivemos que fazer várias paradas. Não consegui dormir, e admirava a escuridão nos campos abertos, com uma casa longe com as luzes acesas, acho tão bonito e estranho por ser tão inseguro também. Assim que cheguei na cidade, pnp liga pra mim (assumi que ele estava tentando há mais tempo). Cansado e apertado (não espere que eu use banheiro químico de ônibus), cheguei; pnp estava me esperando, me deu um abraço e fomos pra casa que ele tinha arrumado. O tempo estava ótimo, estava úmido devido a uma chuva rápida.

Chegamos na casa, deixei a mochila no sofá. Pedi pra ir ao banheiro, e tardiamente percebi que ele estava se aproximando de mim, senti ele abaixar a cabeça enquanto eu me afastava, bateu certa pena. Mas quando saí, deu pra matar a saudade, conversamos bastante, liguei pra casa pra lembrar que estava vivo, entre outras coisas. Era por volta da 1h da manhã quando chega um amigo dele, nickname Gale.

Se eu conhecesse Gale em outras ocasiões, passaria longe. De fora, ele é um atóron dos maiores níveis de... gayzisse. Escutando as histórias dele com os caras que ele já ficou, percebi que ele era gente boa, só queria aproveitar a vida como, claramente, não dá muito pra se fazer em uma cidade de interior. Depois de pouco tempo, ele percebeu que estava sobrando e foi embora. Fomos, eu e pnp, dormir às 4h.

Não conseguimos dormir muito. Além de ser um lugar novo, fazia muito calor naquela cidade, e o ventilador deixava meus pés excessivamente frios. Já no domingo, fomos encontrar Gale na praça, tomamos cachaça com soda. Tirei fotos da praça, de um cara deitado no banco, de pnp olhando pro vácuo; o tempo estava ótimo e eu senti uma paz como fazia tempo que não sentia.

Depois, fomos ao shopping a pé, que não era mais que um prédio comercial, e bem pequeno. A praça de alimentação estava vazia, o 'cinema' ainda não estava funcionando; tiramos um momento em que não tinha ninguém ao redor (nem Gale) e nos beijamos :P No momento, não demos a mínima pra isso, mas por que daríamos, penso eu agora?! Ficamos um tempo na praça de alimentação para carregar a bateria do celular de Gale; ele aproveitou, enquanto pnp se afastou por um minuto, pra perguntar se eu o achava louco. Gostaria de ter dito o que escrevi mais acima, mas minhas reações não são muito rápidas.

Saindo de lá, minha mãe liga. Eu estava sem créditos, e não tinha encontrado nenhum lugar aberto para recarregar. Enquanto ela falava, olhei pro céu e ele estava todo com as nuvens fragmentadas, com o sol ao fundo. Tirei fotos no caminho inteiro de volta para a casa, foi lindo! Também no caminho, vi um casal de velhos comendo pipoca na rua, sentados tranquilamente; aquilo me tocou tanto, mas não tive coragem de fotografar mais de perto. Dessa forma, parece que não aproveitei a companhia; pnp aproveitou pra mostrar a casa da mãe e a casa da avó, onde, pelo que entendi, era onde ele ficava.

Gale se separou da gente e voltamos para a casa, eu e pnp. Percebemos que ia haver uma grande festa da igreja próxima, o que o fez chamar os amigos pra passar um tempo no centro. Nesse meio tempo, ficamos deitados um tempo, quando eu comecei a pensar (de novo) nas coisas boas que estavam acontecendo. Sim, inevitavelmente comecei a chorar, mas não com soluços e coisas do tipo; as lágrimas simplesmente saíam. Pnp ficou preocupado (lógico), achando que eu estava triste ou magoado com alguma coisa. Disse que estava feliz e que desde que começamos a namorar, eu estava mais emotivo que o normal. Ele pediu pra eu parar várias vezes, mas simplesmente não conseguia. Me achei ridículo, e fraco, por causa disso; mas satisfeito por não ter escondido a verdade, fingindo ser mais forte do que eu sou.

Com olhos de drogado, fomos ao centro. Passamos um tempo falando sobre a família, minha família; eventualmente falei sobre meus problemas em casa, sobre a responsabilidade que tinha, dentre outras coisas. Citando a trama de Shelter, que tínhamos visto de manhã (assim como o piloto de Glee), ele me disse que as responsabilidades existiam porque eu deixava. Ele tem razão, a parte difícil é largar, de repente para alguém que não saberá lidar ou pra ninguém mesmo, essa responsabilidade. Talvez eu me importe demais com o pessoal daqui, dado que nunca fui digno de preocupação. Eventualmente uma (ok, algumas) lágrimas caíram (já sem paciência pra ser o fraco de novo), por eu não ter a liberdade que eu queria, e por ser preocupado demais.

Chegaram os amigos dele, me preocupei em me compor pra não parecer que tivemos uma briga. Eram "vizinho", o amigo de pnp que comentei com B. por ser fofo; o fato é que parte da fofura era efeito das fotos. O segundo era "mobile", namorado de vizinho, que tinha um jeito de olhar acolhedor, meio intrigante às vezes. A terceira era o clone bom da caminhoneira, impressionante como as duas se pareciam no figurino, na forma e na hiperatividade, sendo que com ela era mil vezes mais legal que a caminhoneira original. Confesso que fiquei encantado.

Depois de um tempo, voltamos todos para a casa e jogamos Banco Imobiliário, ao som de The xx e Phoenix. Vizinho claramente gostou de The xx e perguntou duas vezes o nome da banda. Fiquei encantado também por todos gostarem, como sempre fico quando alguém gosta do meu gosto musical. Pela segunda vez na vida, de três, eu ganho o jogo, mesmo sem saber todas as regras. Foi engraçado no final das contas. Depois eles foram embora e, caindo de sono pela noite anterior, fomos eu e pnp dormir. Só tínhamos mais uma manhã para aproveitar.

continua...

sábado, 9 de janeiro de 2010

the trip part 1

Cheguei segunda feira (28) da viagem que fiz pra cidade de pnp. Vocês não tem ideia como estou feliz com tudo que aconteceu. Como parei de postar alguns dias antes de viajar, por pura preguiça (sorry), decidi contar o que aconteceu até então, em partes.

Parte 1 - the same old lines

Há alguns dias eu recebi uma mensagem direta de pnp, e quando a leio, continha o login e a senha dele no orkut. Sim, eu não entendi a princípio, mas ele me passou essas informações para eu poder cuidar da "Colheita [in]Feliz" dele, enquanto estava offline. Pouco tempo depois ele me pergunta se eu não me importava com as solicitações de amizade que ele tinha (uns atórons que nem dei bola). Eu disse que não (ué), mas questionei o motivo de ele não ter rejeitado, já que também não tinha dado importância. Ele disse que deixou lá pra ver se eu dizia algo. Nesse momento, pensei se a 'Colheita' era o verdadeiro motivo de eu estar com a senha dele.

Dias depois eu eventualmente dei minha senha pra ele, mas não contei a ninguém dada a insanidade do ato. Tudo andava bem e, apesar da minha vontade, não olhei o email dele, nem as conversas gravadas. Acontece que ele fez isso, e me contou em plena véspera de Natal. Para agravar a situação, ele leu justo uma conversa minha com B., onde eu falava sobre um cara que supostamente estava dando em cima de mim, e do amigo de pnp que eu achava "fofo". Ele ficou furioso, mas sabendo que tinha feito algo muito errado, portanto pouco reagiu quando eu me irritei, e profundamente.

Todos aqui em casa saíram na véspera de Natal, então eu fiquei o tempo todo online, mas possesso demais pra trocar mais alguma palavra com ele. Era quase 1h30min da madrugada, estava sem sono, já havia jogado, escutado todas as músicas do mundo, B. já estava estranhando eu acordado, online e em casa a essa hora (até eu estava). Antes de dormir, achei cruel sair sem dar um recado. Pnp tinha dito que ia deixar o computador ligado caso eu quisesse falar com ele; então antes de sair deixei uma mensagem dizendo que não ia desistir dele, nem da viagem que já estava prometida, mas que ele pensasse no que fez e nas expectativas que ele tem quanto a mim.

Sábado, 26, fiz a faxina nas pressas, minha mochila já estava quase pronta. Minha mãe não questionou muito sobre a viagem, o que me deixou bem satisfeito; apenas perguntou onde eu ia ficar lá e como eu faria pra comer e essas coisas básicas de sobrevivência. Fui ao ponto de ônibus com uns 20 minutos de folga pra poder comprar a passagem, claro que não estava contando com o ônibus demorar e com a certeza de que eu não teria mais lugares, devido à alta temporada de viagens no final do ano.

Quando finalmente entrei no ônibus para me dirigir à rodoviária, pnp me manda uma mensagem dizendo pra eu pegar o próximo ônibus, pois o que eu ia tinha partido com antecedência. Aproveitei e passei na casa de Mariana pra pegar minha lembrança do Natal que Thaise fez, quase derrubar um vidro de perfume e comprar uma rifa de uma cesta de chocolates.

Mariana: "Tu tá nervoso"
Eu: "... Não, sabe que não?!"

Fui à rodoviária com antecedência, garantir minha passagem. Quando sentei para esperar, com a passagem nas mãos, foi quando eu comecei a ficar nervoso. Surgiu o pensamento, seguido de uma ponta de arrependimento, que foi uma das poucas coisas que eu fiz (unicamente) pra mim nesse ano "son of a beach". Pra ser mais preciso, era a maior coisa que eu fiz por mim na vida. Eu preciso ser mais cliché que o cara que mal aproveitou a vida e está aprendendo talvez tarde demais?! David Fisher feelings.

Assim que o ônibus chegou, pnp liga pra mim dizendo que está ansioso (e eu não?!), o acalmei, mas minha cabeça estava girando. Respirei fundo e fui.

continua...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

random thoughts

Final do ano é típico para: árvores de Natal, presentes de amigo secreto? Aqui em casa, é tempo de reformas. Desde o começo da semana o primeiro andar aqui (onde eu fico) está uma bagunça só, com cheiro de tinta a óleo e tinta latex. O bom é que, se não fosse por isso, estaria deitado na maior parte do tempo. Enfim, meu vizinho é que está realizando a pintura, mais a pequena reforma no meu quarto, que era o cômodo mais danificado, devido à uma infiltração no meio do ano.

Ontem estava pintando o portão da varanda quando coloquei o álbum de Jason Mraz (We Sing. We Dance.We Steal Things) pra tocar, enquanto o pintor estava fazendo os retoques nas paredes. Perto do final do álbum, ele diz:

"Hey, como é o nome dessa banda?"
"Jason Mraz"
"É boa essa banda viu?"
":DDDDDDDD"
"é pq a gente que é evangélico não costuma gostar dessas coisas, mas quando tem uma música bonita, uma letra bonita... não é que nem as safadezas que (apontando pra casa de Juk) de vez em quando toca aí"
"ç_ç"

Eu amo quando as pessoas gostam do que escuto, e meu gosto não é muito fácil de entender. Depois aproveitei o clima de emoção e coloquei Bat for Lashes e Amy McDonald. Hoje, depois de minha mãe tocar Voz da Verdade (que eu chamo de Nightwish gospel) a tarde inteira, ele aproveitou que estávamos só eu e ele no quarto pra dizer (indiretamente) que estava enjoado daquela banda. Quando minha mãe chegou, ele disse que não se importasse em colocar as músicas que eu gostava. Mais uma vez Jason Mraz e depois, Jace Everett.

Mais uma coisa aleatória foi Gnomo me dando um elogio de graça. Uma semana antes ele me chamou pra sair com ele, enfatizando que eu era a única pessoa que ele tinha aqui na cidade (ele não é daqui, está aqui apenas pra estudo). Não estava com vontade, era meu primeiro dia de férias e queria descansar. Ele insiste, dizendo que pagaria; acabei não indo, e nem ele também.

Ontem, no início da conversa, ele diz:

"conversar com você dá uma sensação ora de atraso, ora de estar anestesiado"
[confuso] "'conversar com você dá uma sensação ora de atraso, ora de estar anestesiado' essa foi pra mim?"
"claro, às vezes, você é tão atualizado que dá a sensação que estou na época do ronco. outras vezes, sua atualização é tão impressionante que deixa a pessoa anestesiada, ao ver tanto conhecimento geral"

Nossa, hein? E que interesse tardio também, vamos combinar.

Pra terminar, meu relacionamento com pnp está em altos e baixos. Essa semana percebi que eu que estava supervalorizando as coisas, me frustrando com a suposta frustração dele. Sábado vou à cidade dele (umas duas horas de viagem) e vou ficar lá o final de semana inteiro. Espero muito que dê uma levantada no astral, pela viagem em si, por estar com ele, por estar longe daqui. Não estou com muitas expectativas, contanto que eu esteja melhor ao voltar.

\o\

sábado, 19 de dezembro de 2009

let the drama explode (replay)

10 de dezembro de 2009

Depois do climão com minha mãe no outro domingo, ela ficou e ainda estava mal falando comigo. E eu fico sem entender como ela ainda quer ter um relacionamento aberto comigo. A semana começou bem estressante, como sempre, mas já estava dando resultados. Quinta-feira foi o que chamei depois de "quinta fatídica", pois muita coisa resolveu desabar nas minhas costas.

Durante a manhã eu tive uma prova final, de uma disciplina que simplesmente não tenho o menor talento para exercer na vida real. E sobre isso eu não sabia se me sentia inútil ou imbecil de ser praticamente o pior aluno da turma. Estudei dessa vez com dois dias de antecedência, pois o assunto era enorme, juntei meus papéis com anotações das provas passadas, no total de cinco. Pra quem conhece o tamanho da minha letra, sabe que foi bastante assunto. Li no ônibus e reli nas duas horas antes do início da prova. Foi fácil, e fui o primeiro a terminar.

Ao voltar pro laboratório, não deu nem dez minutos, apenas deu pra ler meus emails e faltou energia, pelo segundo dia seguido. Esperei bastante tempo, até que enchi o saco e fui pra casa pela condução que demorava mais, pois nem queria enfrentar o sol (!!), muito menos passar pela integração cheia de gente. Em casa, enquanto colocava meu almoço, minha avó me pergunta se eu ia voltar ainda pra universidade. "Só à noite", pois tinha reunião de mais um dos projetos de disciplina.

Algumas horas depois, perto do horário em que iria me arrumar, vem minha mãe e diz: "Tua avó veio me perguntar ainda agora que horas tu vai... Eu disse: 'e eu sei? ele não me fala mais nada...', que saco isso". Fiquei alguns segundo olhando, tentando entender se aquilo era verdade. Enquanto isso, no chat, Patonoseplay fazia mais um dos seus dramas sobre a viagem, como se eu tivesse de escolher entre ele e B. Detalhe que venho combinando essa viagem com B. desde o início do ano, e não ia trocar isso por nada. Era muito cedo pra um passo grande demais.

Minha cota de paciência já tinha se esgotado há muito, e acabei encerrando a discussão, dizendo que não estava com paciência pra explicar a mesma história várias vezes. Ele, claro, ficou irritado, e tive de sair. Todo o stress acumulado me deixou um zumbi. Fui esperar o ônibus, no frio, com vontade de chorar e pensando se aquilo tudo era por causa dele (pnp). E se era, era porque eu tava gostando dele em um outro nível?

E asism fiquei o dia inteiro. Ainda tive de aguentar a caminhoneira implicando com meus hábitos alimentares, chegando a dizer "e vc coma, viiiu?" ao passar por mim no carro. Pensamento: "sim, e porque você não MORRE?!". Climão, hein?

No outro dia, desliguei o celular, deixei o messenger pra lá. Passei maus bocados à tarde, tentando o evitar pra n ficar com mais raiva (não de mim, mas do drama que ele fazia), e cada frase de desculpas que ele mandava me fazia parecer pior... vai entender. À noite, estava querendo que uma picape me levasse de vez desse mundo, quando resolvi agir e aceitar as desculpas de pnp. Não lembro como acontece, mas fiquei bem melhor e bem rápido. O fiz concordar que não iríamos mais brigar por algo que ainda vai acontecer, e só aproveitar o que temos, hoje.

E assim está, ainda não brigamos, apesar de ele vir com um drama aqui ou ali. No overall, feliz, mas cansado e não vendo a hora do semestre acabar x_x.

:B

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

can i handle it?

êêê finalmente venho escrever aqui. Vocês não tem noção (alguns tem) de como esses dias foram corridos. E ainda estão sendo! Mas como não tenho vergonha na cara, e estou meio desorientado hoje, decidi parar um pouco pra escrever e, assim, organizar minhas idéias. Se é que consigo.

No último post, resolvi não citar Patonoseplay (ou PNP. lembrando, o cara que vai pro show do coldplay e que não mora aqui) pois era assunto muito recente, mas nessas duas semanas aconteceu muita coisa. Desde dia 23 que começamos a trocar mensagens de texto, todos os dias, com todo o mimimi possível; além das mensagens públicas no twitter, dedicadas a "alguém aí". Bom, eis que as conversas evoluiram (também todos os dias), e chegamos num estágio em que nos conhecíamos muito bem.

Até que ele planejou vir pra cá no sábado (28). Pode parecer rápido, mas tínhamos nos conhecido oficialmente há três semanas daí. Estava tudo combinado, ele até me convenceu a ficar a noite de sábado com ele, voltando pra casa só no domingo; não sei como explicaria em casa, qual história teria de inventar.

Acontece que na mesma semana, meu chefe volta de viagem. Quando fui mostra por onde andava o projeto, quase pedi uma faca pra fazer o resto do serviço ali mesmo. Tudo aconteceu pra não dar certo: fiquei uma semana sem voz, outra sem computador e outra com dores fortes na cabeça. Claro que ainda tinha mil projetos de disciplinas, e minha preguiça por cima ainda não me deixava continuar. Depois da reunião com ele, me senti sem um buraco onde enfiar minha cara. Felizmente ele é tranquilo e me pediu pra apressar, ou dissesse logo que não ia conseguir. Desistir? Jamais!

Super mal, disse a PNP que nosso 'compromisso' do sábado não ia dar certo. Ele ficou decepcionado, eu mais ainda. Mas em vez de fazer dramas infinitos, ele me fez ficar melhor; e, geralmente, quando fico desapontado, fico assim pelo resto do dia. Hmm, suspicious. O sábado chegou e acabei indo na casa de Mariana, matar a saudade. Deixando claro que minha intenção era trabalhar, mas não estava "com cabeça" pra isso.

Foi divertidíssimo, e fiquei despreocupado o bastante pra não ter hora pra chegar em casa. Assistimos "17 Again", com Zac -cabelos comestíveis- Efron; depois, vi de novo "(500) Days of Summer", filme que indico a todos. Finalmente entreguei Atonement (o livro) e levei Twilight, depois de muita insistência. Cheguei em casa mais leve, mas não literalmente, porque comi demais ; ).

Domingo (29), em conversa com PNP, concordei que teria tempo pra ele na segunda. Ele ficou todo felizão e concordou (ia pra JP ver New Moon e voltaria na segunda bem cedo). Depois, apareceu na webcam com seu amigo, o mesmo que me ligou uma vez (por iniciativa própria) me perguntando quais minha intenções com ele. HAHAHA que cafona.

Chegou a segunda, fui à rodoviária e esperei uma hora, porque inventei de ir cedo demais. Sorte que estava com Twilight e comecei a ler. Eu me distraio muito ao ler, e acabei na metade do segundo capítulo, quando ele ligou avisando que já tinha chegado. Olhei ao redor, mas quando percebi, ele já estava na minha frente, a uns 15 metros.

O dia foi ótimo, ele tem um jeito meio atoron, mas é extremamente legal. Ficamos uma hora esperando na rodoviária pra ele voltar pra cidade dele, foi muito divertido. Voltei pra universidade e não consegui me concentrar em mais nada, mas confortável, como se houvesse alguém me segurando. Era estranho.

As mensagens continuaram todos os dias; ele passou a ligar de manhã, pra saber como eu estava (bããã). Os dias se passaram, até que último domingo (6) ele me manda uma mensagem, em letras maiúsculas, com a palavra de três letras. "TE _ _ _"

/o\ continua...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

... that's why i'm always laughing

Ok, desisti de postar sobre o dia do show. Ao pensar nas frases que colocaria no texto, percebi que estava dando um desabafo inútil, e que estava sendo tosco com meu ódio de gente "normal", incluindo héteros genéricos, pagodeiros (sim, tinha até pagodeiros lá, damn) e os pseudos do curso. Além de envolver muita gente que a galera conhece, achei melhor deixar quieto.

Saibam que mesmo o local estando cheio dessa classe de pessoas, foi o dia que mais me diverti. Tinha cachaça de graça, e aproveitei pra provar. Que negócio bom-depois-horrível. Pulei doidamente, quase morri no calor de sempre, cheguei em casa com as pernas bambas pra acordar uma hora depois, ir pra feira e fazer a faxina. :x

Semana passada teve show "da banda" de novo, mas não fui. Não ando estressado, apesar das mil tarefas a fazer. Talvez seja até essa a motivação para não ir. Se bem que eu perderia a oportunidade de ver um certo rapaz huhu.

Saindo dos pensamentos e voltando à vida, no mesmo dia que publiquei o post passado, o cara-que-queria-morar-comigo apareceu e, depois de meia hora de elogios (e indiretas), me perguntou se tinha tomado alguma posição. Respirei fundo e falei, pois não me sentia bem iludindo o rapaz. Claro que coloquei a culpa em mim, porque não ia dizer que não queria ficar com ele era estranho, meio desesperado e tinha um amigo psicótico. Tudo bem que deixei a impressão de que era indeciso e fútil, além de faker. Minha cara de preocupado: ¬¬'

"não se esqueça que aqui em xxxxx tem alguém que gosta muito de você"

Depois dessa situação, eu disse que ia parar de conhecer gente, não foi? O mais irônico é que um novo personagem nesse drama aparece, e me adiciona no messenger. Um pequeno flashback resumido:

Eu estava na busca de informações sobre o show do Coldplay mês (ou meses) passado. Procuro então alguma comunidade de fãs daqui do nordeste, pois eles podiam se organizar para ir ao show e eu iria aproveitar (isso se chama envolvimento). Daí acho esse rapaz, nickname Calvin, mora numa cidade que fica no interior do estado, vejo que ele tem twitter e o 'sigo' (porque adicionar no orkut é outro nível). Depois de comprarmos os ingressos, ele me adiciona.

Eu já sabia que ele era gay, deduzindo pelas comunidades e fotos dos amigos (que lindo né gente, o poder das redes sociais?!), mas ele não sabia que eu era. Aliás, já devo ter comentado aqui como acho que isto está escrito na minha testa, mas ninguém mais acha o mesmo. É meu JEITINHO. Ele eventualmente perguntou e, quando confirmei, não demorou muito para começar o cli-ma.

Estou dando corda, porque ele é legal, e ainda é fã o bastante pra ir a um show do Coldplay. Tá, eu não sou tão superficial para ter apenas esses motivos. Muita coisa é sensação. Ele disse que pretende vir pra cá semana que vem, e eu estou atrás de motivos pra viajar nessas férias. Quer coisa mais oportuna?!

: ) [post sem nexo, sry]

terça-feira, 10 de novembro de 2009

mini flashback gigante

Confesso que abandonei um pouco o blog nesses dias. Acontece que tudo está convergindo nesse final de período, e eu tenho (por necessidade e por obrigação também) de trabalhar nos 5 projetos (um de pesquisa e quatro de disciplinas) e ainda dar andamento na vida emocional [/tvfama]. Acabei deixando pra contar sobre o show "da banda" depois, porque preciso (mesmo) relembrar de tudo que aconteceu naquela noite. Então vamos às atualizações:

Desde que Gnomo me deu um banho gelado com a historinha de amigos, passamos a nos falar por messenger mesmo, apesar d'ele morar em frente à universidade. Eu não estava gostando das conversas, curtas demais, e eu sentia que não iria sair nunca da "Friend Zone". Sem querer desdenhar das intenções dele, mas já tenho amigos o bastante. Eu quero outra coisa... espero que dê pra entender meu estado.

Nesse meio termo, continuei a entrar no chat de bitch que sou. Conheci um cara que não mora aqui (perigo!), mas que tinha uma conversa legal; acabei dando corda. Mas como tudo que acontece comigo tem que ter alguma bizarrice, na primeira conversa que tivemos (que durou duas horas), ele diz que queria muito morar comigo. Tipo, o quê?? Quem que faz uma coisa dessas?! Eu disse que tinha me surpreendido com a petulância coragem dele, mas disse que não poderia falar o mesmo sem o conhecer direito.

"garanto que irei fazer de tudo pra te ver feliz"
"apesar de que eu quero muito cuidar de vc"

Me senti estranhamente lisongeado com a atenção desesperada dele. Acabei gostando de conversarmos sobre o quanto já nos decepcionamos e como dessa vez *poderia* ser diferente. Ele diz que queria me ver até o final de semana, pois seria o presente de aniversário dele (opa, escorpiano. consultei o manual de Edu). Já notaram a pressa que esta pessoa tem? "Maníaco", como diria Mariana.

Marquei pra segunda (9), e desde então ele entrava todos os dias, de uma lan house (porque eu sei o ovo que aquela cidade é). E eu me sentindo todo importante, né? Eu não presto.

Enquanto isso, Teléfono me aparece com suas indiretas (outro "maníaco"), e eu dando cortadas, e ele não entendendo. Até que, depois de uma conversa estranha em que ele me pedia um favor que eu *claramente* não podia fazer, ele me diz que estava pensando em passar aqui no domingo. "O que você acha?" "Vou estar trabalhando". Ele reclama e eu pergunto o que ele ia querer comigo, uma vez que tinha dito que eu era muito ruim com ele ¬¬.

Ele me diz que eu sabia o que ele queria (paciêêêência). Cansado, com vontade de dar uns tapas, perguntei se ele se lembrava que eu tinha dito que minha decisão -de acabar- era definitiva. "Então ainda se mantém?". Não, estava drogado e me arrependi, ah por favor. Depois disso, nunca mais falou. Também não vou atrás, já tentei ser o ex-que-é-amigo e vejam só no que deu.

Talvez no mesmo dia (sem noção temporal), me convidei pra passar lá em Gnomo e levar umas músicas e jogos que havia prometido. "Pensei que tu não vinha mais", falou quando eu cheguei. Não perguntei o motivo, achei que seria mais uma situação sem graça. "Osh, que é isso... :P". Depois a gente pegou o mesmo ônibus (eu ia pra casa; ele, pro shopping), deu tempo pra ele me mostrar uma música da P!nk, que eu não entendi qual era. Daí desci do ônibus antes; eu poderia ter saído algumas paradas depois, mas sou estranho mesmo.

Depois de trabalhar durante a tarde e a noite no deserto na universidade, chegou a segunda. Nos encontramos eu e o cara-que-queria-morar-comigo numa praça bem conhecida daqui (por estar no centro do centro da cidade). Sério, que mega fail!! Juro que não reparo 100% na beleza, meus últimos 'crushes' explicam bem, mas tava difícil suportar. Com certeza algum senhor frequentador daquela praça notou alguma coisa, até porque ele tinha voz de atoron e gestos sugestivos. Notei algum idiota falando alguma coisa e enfatizando a palavra 'viado'. Eu tava tão Madonna "*oda-se mundo" que nem dei moral.

Mas não foi o bastante (nunca é); dentre as conversas, ele contou suas peripécias com o bff dele. Resumo? Ciumento, psicótico, maníaco (hohoho). Houve a situação em que ele (o amigo, claro) ameaçou um rapaz com uma faca, por ciúmes. Assim, eu vou sair de perto desse povo. Arrumei uma desculpa, disse que tinha compromisso e fui embora. Antes ele deu uma olhada bem profunda, como se estivesse prestes a... vocês sabem.

Depois nos falamos pelo messenger, quando disse que iria pensar sobre levarmos adiante o relacionamento, alegando que não estava preparado pra ficar com alguém que não morasse aqui. A gente ficou de se falar depois, pra eu dar minha posição (odeio dar foras, já perceberam?). O bom da história é que causei boa impressão, ponto pra mim...

cri cri cri cri...

Aí depois eu parei pra prestar atenção nas mercadorias que fiz: eu estava dando corda pra ele só porque me sentia bem com a atenção dele. Mas que droga de egocentrismo hein? Fato que não vou ter tempo nem paciência pra procurar alguém pelo menos nesse mês; 'melhor' assim. Já chega de preocupações! E que venham logo os esperados três meses de férias de verão.

woo \m/