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segunda-feira, 8 de junho de 2009

this f***ed up blues

Não bastasse passar mais de um mês sem ver o tal Teléfono, fico por uma semana sem conversar com ele pelo messenger. As coisas estavam estranhas desde que mostrei que não estou aqui pra brincar de esconde-esconde. Foi muito cedo pra dizer que quero ser independente e quem sabe sair daqui? Não, acho que não.

Essas semanas andei pensando bastante se eu fiz o certo, não como forma de arrependimento, longe disso aliás. Tem mais a ver com "o que devo fazer agora? continuo ou termino de vez?!" Foi cedo demais dizer que o amava? Cedo demais pra contar meus objetivos pros próximos anos, independente de com quem eu estivesse? Não, e não.

Admito que estava desesperado pra ter um relacionamento e, nessa pressa, não percebi que o que eu realmente queria era alguém próximo. Precisava de suporte, de apoio (por mais menininha tchururu que seja); de uma forma diferente do que recebo dos amigos mais próximos. Então, foi cedo demais pra enfrentar um relacionamento à distância? Tenho medo de admitir mas sim, acho que sim.

Se apenas ele percebesse que minhas palavras não são em vão, entendesse o real significado delas... Quando eu digo que posso não suportar tanto tempo, eu realmente quis dizer isso.

Quanto às perguntas importantes: Eu gosto dele? Sim, eu gosto; mesmo com o jeito 'do armário' de ser. Eu gosto, mas o que vale se não podemos estar juntos? Isso já se repetiu tanto na minha cabeça, já estou enjoado.

Enfim, só desabafando mesmo, é o sentido desse blog.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

maybe i'm a lost cause

* Estava voltando pro laboratório e vem uma mulher em minha direção. Enquanto nos aproximávamos, forçava minha memória pra saber de onde a conhecia. Um de frente pro outro, ela sorri, eu mudo minha expressão de [pensando] para [sorrindo] e, na hora que ela passa, eu lembro. Era a esposa do meu orientador, cuja casa já fui umas quatro vezes.

* Sexta (dia 24abr) teve aniversário de um dos professores do laboratório. fiquei no meu lugar fazendo minhas coisas (lembro que era uma tarefa super chata). Estava muito cheio de comida e realmente não cabia mais nada, nem refrigerante. Quando ele chega, todo mundo canta parabéns (festa surpresa que todo ano tem). ok, saio de onde estou e junto ao pessoal. depois de um tempo, pessoal conversando e eu fico por fora, volto pro meu lugar e não como nada, nem do bolo por consideração :T.

* Uma coisa que minha chefa sempre falou é que, desde que eu mudei de lugar e fiquei do lado dela, ela não tinha mais assunto a falar. Óbvio, né? o cara que ficava do lado dela ficava trabalhando e falando sozinho o.O. Sem falar que quando não falava sozinho, falava o óbvio. I'm not that kind of guy. Incrível como as pessoas não estão satisfeitas com o que tem... :T

Odeio falar o óbvio. nas aulas eu raramente perguntava algo, porque tinha a mania de absorver tudo que o professor falava, mesmo estando incorreto. Toda vez que me surgia uma dúvida, eu parava pra pensar se aquilo não já seria respondido com o que tinha conhecimento; só quando não achava a resposta por mim mesmo, aí é que eu perguntava. coisa de mente hiperativa m-e-s-m-o!

Nas conversas sociais, seguia o mesmo raciocínio. Se não tinha algo a acrescentar na discussão, pra que falar então? Me irrita muito gente que domina as discussões, como só ele(a) que tivesse as melhores sacadas; ou então aquele que falava por anos, aquele que chega um momento e ninguém aguenta mais (nesse caso, eu era sempre o primeiro a ficar sem saco). O problema é que eu sempre pensava demais e o assunto morria antes de eu tentar acrescentar algo [/FAIL]. Essa é a situação número 1 que quero combater.

Bem, esse sou eu, ou pelo menos por um ponto de vista diferente. E este é, na minha opinião, meu maior defeito, porque ele influe diretamente na minha individualidade/egoísmo, além de me colocar como o antipático da história e tudo aquilo que vocês já sabem...

Ah, isso até me dar uma crise emo de "nunca vou mudar... essa é minha essência mimimi", consigo ser muito volúvel em condições normais.

:P

Referência: Beck - Lost Cause